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Ministro do Ambiente diz que Ovar precisa de intervenção "rápida e urgente"

Ministro do Ambiente diz que Ovar precisa de intervenção "rápida e urgente"

O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia esteve, esta quarta-feira de manhã, em Ovar para ver os estragos causados pela forte agitação marítima dos últimos dias. Jorge Moreira da Silva anunciou que irão arrancar, dentro de semanas, as obras que já estavam previstas para as praias deste concelho, no valor de três milhões de euros.

As praias do Furadouro, Esmoriz, Cortegaça e Maceda serão alvo de obras, no valor total de três milhões de euros, que deverão arrancar dentro de algumas semanas, anunciou o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, numa deslocação a Ovar para avaliar os estragos causados pelo mau tempo dos últimos dias.

Jorge Moreira da Silva defendeu que a zona de Ovar precisa de uma intervenção "rápida e urgente", que estava já prevista em 2013, no âmbito da proteção da costa face à erosão.

A defesa da orla costeira no Furadouro, Maceda e Esmoriz deverá estar pronta até ao verão. Exceção para a zona de Cortegaça onde a intervenção deverá ser mais demorada, prevendo-se a conclusão para o início do próximo inverno.

Estas praias são um exemplo no país das consequências da alterações climáticas, defendeu, referindo que "20% do total dos fundos comunitários do país vão para intervenções relacionadas com alterações climáticas".

"Esta zona, como se diria em Saúde, sofre de osteoporose, pois há muitos espaços vagos entre as rochas", exemplificou, em declarações aos jornalistas durante a visita.

O ministro adiantou que 25% do país sofre de erosão costeira e 67% sofre de perda de território.

Evitar "catástrofe ambiental" na lixeira de Maceda

A acompanhar a visita do governante esteve o presidente da Câmara de Ovar, Salvador Malheiro. Respondendo a uma pergunta do JN sobre a lixeira de Maceda, o autarca considerou que o início das obras projetadas para a defesa costeira podem evitar uma possível "catástrofe ambiental" na lixeira de Maceda.

"A lixeira de Maceda é um dos problemas identificados há muito. Ou atuamos de imediato ou temos ali uma catástrofe ambiental. Temos que ser audazes e encontrar novas soluções", adiantou o autarca, lembrando que a linha de mar está a cerca de "100 metros ou menos" daquela estrutura que durante anos recebeu toneladas de lixo de Ovar e concelhos vizinhos.

Salvador Malheiro lembrou que se prevê para o local a colocação de "um género de recifes artificiais". "Temos que ser audazes e testar novas soluções".

A lixeira de Maceda foi selada em 1998. O avanço do mar e consequente deslizamento de terras aproxima cada vez mais as águas da lixeira.

Durante a tarde, Jorge Moreira da Silva irá avaliar os prejuízos causados pelo mau tempo em Ílhavo e na Figueira da Foz.

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