Sociedade

Ministro quer novo relacionamento entre Estado e instituições sociais

Ministro quer novo relacionamento entre Estado e instituições sociais

O ministro da Solidariedade e da Segurança Social defendeu este sábado que a relação entre o Estado e a instituições sociais tem de mudar e deixar de ser de desconfiança.

"Estamos firmemente convencidos que é preciso mudar a relação entre o Estado e as instituições sociais. Queremos que essa relação seja de confiança, parceria e subsidiariedade e que não seja de desconfiança, tutela ou centralismo", afirmou Pedro Mota Soares à margem da inauguração do Centro Comunitário Paroquial de Carcavelos (Cascais).

O responsável pela pasta da Solidariedade e da Segurança Social lembrou que os primeiros a dar respostas efectivas aos pedidos de ajuda social são as instituições, e que o Estado precisa de reforçar a sua cooperação com estas.

Entre as medidas que constam do Programa de Emergência Social, apresentado em agosto, Mota Soares destacou a intenção do Governo em facilitar o licenciamento de equipamentos sociais e aumentar a capacidade das creches, num total de 20 mil vagas.

"Numa altura em que o pais atravessa dificuldades não podemos estar a duplicar respostas, temos que maximizar as capacidades instaladas. Foi por isso que o Governo já publicou uma portaria que permite um aumento muito significativo do número de vagas nas creches", destacou.

Segundo o ministro, "é possível, dentro dos critérios de qualidade e segurança, Portugal aumentar a capacidade de resposta das creches" e ao mesmo tempo "trabalhar na sustentabilidade financeira das instituições sociais".

O governo vai, brevemente, publicar um despacho para que, no prazo de 60 dias os técnicos se sentem à mesma mesa para simplificar um conjunto de procedimentos de manuais técnicos para os lares, para que seja possível um aumento de vagas.

A inauguração do centro contou também com a presença do cardeal patriarca de Lisboa, que o benzeu.

No seu discurso, José Policarpo lembrou que a Igreja é parte integrante da sociedade.

"A Igreja está na cidade, não pensem que vou governar uma Igreja escondida na sacristia. A Igreja é uma componente da sociedade, faz parte da cidade dos Homens", disse José Policarpo, ressalvado que esta instituição tem um "contributo específico a dar e que é importante".

Segundo o cardeal, as instituições de caridade são "uma responsabilidade cristã, mas também social". Policarpo mostrou-se agradado por a sociedade portuguesa aceitar cada vez melhor a igreja.

"É com muito agrado que tenho visto que a própria sociedade portuguesa, sem renunciar à sua laicidade, à pluralidade das pessoas que a compõe, aceitam o principio de cooperação, ou seja aceita (a Igreja) na cidade e que a considera como "parte importante da qualidade da cidade dos Homens".

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