Sociedade

Novos pobres comem com os sem-abrigo

Novos pobres comem com os sem-abrigo

A população dos sem-abrigo passou a integrar ex-operários da construção e um ou outro idoso, dizem os técnicos no terreno. Nas filas para as ceias sociais, assiste-se hoje a uma invasão de famílias famintas.

Há um fenómeno a crescer em Portugal, protagonizado por famílias que subsistem graças às refeições distribuídas diariamente por associações solidárias, um sistema criado originariamente para socorrer sem-abrigo. A perceção pertence a Pedro Nicolau, vice-presidente do Centro de Apoio ao Sem-Abrigo, CASA. "Podem ter teto precário, um quarto partilhado, mas enfrentam dificuldades tais que vêm pedir refeições quentes. Chegam famílias inteiras", diz o responsável, na véspera do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, que se assinala esta quinta-feira. "Com o agravar da crise, a curto e médio prazo, estas famílias podem tornar-se sem-abrigo", referiu também Paula França, coordenadora do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo (NPISA), do Porto, na apresentação dos resultados deste programa.

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