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Número de pedidos de asilo a Portugal sofreu "aumento muito grande"

Número de pedidos de asilo a Portugal sofreu "aumento muito grande"

Os 275 pedidos de asilo apresentados a Portugal em 2011 representam "um aumento muito grande" comparativamente a 2010 (160) e 2012 deverá confirmar esta tendência, disse a coordenadora do gabinete jurídico do Conselho Português para os Refugiados.

Daqueles 275 pedidos, 65 foram aceites, 27 com estatuto de refugiado e 38 com estatuto de proteção subsidiária, as duas figuras em que se pode traduzir o asilo, refere Mónica Farinha, jurista do CPR, organização não-governamental para o desenvolvimento que acompanha juridicamente cerca de 90 por cento dos requerentes de asilo em Portugal e que gere o Centro de Acolhimento para Refugiados, situado na Bobadela, no concelho de Loures.

A mesma tendência de aumento pode já observar-se em 2012. Até 28 de maio, estavam já contabilizados 130 pedidos de asilo, "muito mais do que no ano passado, quando só em julho se chegou à centena", compara Mónica Farinha.

Mas não é só o número de pedidos que aumenta, também o perfil do requerente regista já algumas mudanças.

Apesar de continuarem a ser, na maioria, homens, oriundos de África e que chegam sós a Portugal, há cada vez "mais casos de menores desacompanhados", sobretudo oriundos da Guiné-Conacri, da Serra Leoa, da Síria. "Normalmente representavam 5 a 10 por cento e este ano já vão em 13 por cento [do total de 130 contabilizados em 2012]", compara Mónica Farinha.

Os países que lideram as origens dos requerentes de asilo a Portugal são Guiné-Conacri, Nigéria e Somália e o destino de chegada é, normalmente, o aeroporto de Lisboa, o que assinala outra das mudanças em curso: haver mais pedidos apresentados nos postos de fronteira, maioritariamente no aeroporto da Portela, do que em território nacional.

A tendência para a diferença entre os sexos mantém-se -- 80 por cento homens e 20 por cento de mulheres (dos 130 contabilizados este ano).

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