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Pais criticam suspensão da abertura do 1º ciclo no Colégio Militar

Pais criticam suspensão da abertura do 1º ciclo no Colégio Militar

O presidente da associação de pais do Colégio Militar, Paulo Cardoso do Amaral, classificou de injusta e extemporânea a decisão governamental de suspender a abertura do 1º. ciclo daquele estabelecimento.

"É a surpresa total", disse o presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos dos Colégio Militar, considerando que a decisão do Ministério da Defesa representa uma "injustiça para os pais, que não têm onde pôr os filhos que foram surpreendidos com uma decisão extemporânea".

A posição do representante dos pais vem na sequência de um despacho, do secretário de Estado da Defesa Nacional, Paulo Braga Lino, que não permite iniciar o 1º Ciclo do Ensino Básico no Colégio Militar no ano lectivo 2010/2011, por considerar "não estar demonstrado de forma inequívoca a viabilidade económica e financeira do projecto", conforme o documento a que a Agência Lusa acedeu.

Em causa estão 70 famílias que pretendiam que os seus filhos frequentassem o 1º ciclo do Ensino Básico do Colégio Militar, no próximo ano lectivo 2010/2011, referiu Paulo Cardoso do Amaral.

A decisão da tutela foi suportada no "decréscimo significativo do número de alunos matriculados no 1º ciclo", no facto de o "País e o Governo estarem fortemente empenhados na redução da despesa pública", e "de não estar suficientemente demonstrada a viabilidade económica e financeira da iniciativa", pode ler-se o despacho do secretário de Estado.

"Estado ganha com os alunos"

Paulo Cardoso do Amaral afirmou que, "se não era para avançar, deviam ter dito aos pais em Abril ou Maio, e nunca só agora", porque os encarregados de educação ainda "podiam inscrever os filhos noutro sítio", além de que já foi investido "muito dinheiro em livros, fardas" e diverso material.

O representante dos pais lembrou que "o projecto tem mais de dois anos, não nasceu agora" e, nas reuniões de acompanhamento do processo, entre a direcção do colégio e os pais, "facilmente se percebe que o projecto é rentável, porque os pais pagam e permitem e rentabilização das infraestruturas".

O que está em causa, diz Paulo Cardoso do Amaral, "não é a questão económica, sendo mesmo uma "situação em que o Estado ganha com os alunos", pelo que não se percebe "porque é que estão a impedir que o Estado e o país tenham mais receita".

O secretário de Estado da Defesa Nacional suporta ainda a decisão com o facto de estar "em curso uma profunda reforma no parque escolar", com a "necessidade de ser promovido um estudo, isento e exaustivo acerca da manutenção dos estabelecimentos de ensino", além de o "projecto ser deficitário em alunos", pode ler-se no despacho.

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