Madrid

Papa Bento XVI acompanha procissão da Via Sacra na Praça Cibeles

Papa Bento XVI acompanha procissão da Via Sacra na Praça Cibeles

Dez jovens, muitos com os panos tradicionais da Palestina, iniciaram esta sexta-feira a Via Sacra, transportando uma cruz de madeira que percorre o Passeio de Recoletos, no centro de Madrid, e que está a ser acompanhada pelo papa Bento XVI.

Inédita, por não ser feita com personagens, mas com imagens religiosas da Semana Santa Espanhola, a Via Sacra - entre as praças de Cólon e Cibeles - foi já percorrida por Bento XVI, que depois saudou os jovens presentes e recordou os que diariamente "passam as suas próprias vias crucis".

Considerada um dos actos centrais da Jornada Mundial da Juventude, que decorre até domingo, a Via Sacra conta com obras de Gregório Fernandez, Luísa Roldán, Franscisco Salzillo ou Manuel Ramos Corona.

Ao longo de 700 metros, os organizadores da Jornada criaram uma representação da Paixão de Cristo com esculturas dos passos da Semana Santa, oriundos de 13 cidades espanholas.

A cruz é transportada tombada por grupos de 10 jovens, dois representantes das confrarias relativas às imagens escultóricas e um ou dois bispos que, quando chegam a cada estação, levantam a cruz, procedendo-se à leitura do texto correspondente à cena.

Os jovens que constituem cada um dos grupos foram seleccionados por serem oriundos de países relacionados com os temas da cena em questão.

Assim, na primeira estação (última cena de Jesus com os discípulos) estão jovens da Terra Santa, na segunda (o beijo de Judas) de "países onde se sofre a perseguição da fé", na terceira (a negação de Pedro) de Espanha.

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Jovens iraquianos transportam a cruz na 4ª estação (Jesus condenado à morte), enquanto jovens espanhóis, acompanhados por emigrantes que residem em Madrid a transportam na quinta estação (Jesus carrega com a cruz).

Com Jesus a cair sob o peso da Cruz (6ª estação) estão jovens "libertados da droga", e com Simão Cirineu a ajudar a levar a Cruz (7ª) estão jovens marginalizados.

Na 8ª (Verónica limpa o rosto de Jesus) estão jovens da Albânia; na 9ª (Jesus cai pela segunda vez e são-lhe retiradas as vestimentas) há jovens do Ruanda e Burundi e na 10 (Jesus pregado na cruz) jovens "que sofrem a precariedade laboral e o desemprego".

Jovens com alguma forma de incapacidade levarão a cruz na 11ª estação (Jesus morre na Cruz), jovens doentes com SIDA transportam a cruz na 12ª (descida de Jesus da cruz) e jovens do Sudão transportam-na na 13ª (Jesus nos braços da mãe).

Finalmente, na 14ª e última estação (Jesus colocado no sepulcro) estarão jovens de Haiti, Japão e Lorca, zonas que sofreram recentemente poderosos sismos.

No final, a cruz para em frente à imagem da Virgen de Regla de Sevilha que, apesar de não ser uma estação da Via Sacra, representa a solidão da Virgem depois da Crucificação.

Depois da Via, todas as imagens seguirão em procissão, carregadas por centenas de pessoas das várias confrarias, até à Puerta del Sol.

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