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Passos lamenta que o Governo não possa ser mais concreto quanto aos apoios às vítimas do tornado

Passos lamenta que o Governo não possa ser mais concreto quanto aos apoios às vítimas do tornado

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, lamentou, este sábado, não ter sido "possível" ao ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, fazer "uma declaração mais esclarecedora" sobre a intervenção do Governo na sequência da tempestade que atingiu o Algarve.

"Lamento que não tenha sido possível da parte do senhor ministro da Administração Interna uma declaração mais esclarecedora quanto à intervenção do Governo", afirmou Pedro Passos Coelho, durante uma conferência de imprensa conjunta com o Presidente da República, no final da XXII Cimeira Ibero-Americana, em Cádis, Espanha.

O primeiro-ministro adiantou que o Governo conta receber "já no princípio da semana uma informação mais completa sobre os estragos materiais ocorridos", que referiu não estarem ainda quantificados, e acrescentou: "Não deixaremos de ponderar, em face dessas circunstâncias, a resposta adequada em termos de compensação pelos prejuízos".

Passos Coelho referiu que "não existe nenhum seguro contra todas as adversidades", mas que, "quando há lugar à declaração de estado de emergência e de calamidade, há mecanismos que são conhecidos que se destinam justamente a ajudar, nessas circunstâncias muito especiais, a reparar os estragos e a minimizar as perdas", estando por saber se isso se justifica neste caso.

"Saberemos isso quando tivermos uma comunicação mais rigorosa dos estragos e dos prejuízos materiais que resultaram dessa intempérie", afirmou.

Questionado sobre o valor do apoio financeiro a prestar às populações afetadas pela tempestade que atingiu o Algarve na sexta-feira, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, considerou que não era momento para "falar de dinheiro", declarando: "Não vale a pena estar a atirar valores para o ar, um pouco ao calhas. Não faz sentido que seja assim".

Ainda sobre este assunto, o primeiro-ministro assinalou que as condições meteorológicas que causaram estragos no Algarve "não foram antecipadas" e congratulou-se por não ter havido vítimas mortais, mas considerou que estão em causa "prejuízos materiais elevados" e que "houve bastantes pessoas que ficaram feridas com esse tufão que ocorreu entre Silves e Lagoa".

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Passos Coelho mencionou que estava com o Presidente da República, Cavaco Silva, em Cádis, quando soube da tempestade no Algarve e que foi informado de que "vários meios técnicos e humanos tinham sido alocados para aquela região" para socorro das populações.

"Tal como é habitual em circunstâncias desta natureza, nós não deixaremos de avaliar os estragos para saber em que medida é que é possível recorrer - nos mecanismos que estão previstos, nomeadamente em termos comunitários - a ajudas específicas para fazer compensação das empresas e das pessoas que tenham sido mais afetadas pelo tufão", reforçou.

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