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Pedidos de apoio ao Banco do Bebé aumentaram 20%

Pedidos de apoio ao Banco do Bebé aumentaram 20%

O Banco do Bebé, associação que apoia recém-nascidos carenciados, recebeu este ano mais de três mil pedidos de ajuda, um aumento de 20% em relação a 2011.

Apesar de a taxa de natalidade estar a diminuir, a procura de ajuda no Banco do Bebé - Associação de Ajuda ao Recém-Nascido não para de aumentar.

Só este ano, a associação, que nasceu há mais de duas décadas na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), apoiou 971 bebés e recebeu 3430 pedidos de ajuda de bens. Além disso, as voluntárias da instituição já foram a casa de 62 bebés dar assistência às famílias.

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"Nós estamos a apoiar muito mais famílias e bebés do que no ano passado", contou à Lusa a presidente da direção da associação, Marina Arnoso, estimando que o aumento de pedidos de apoio ronda os 20%.

"Neste momento, já ultrapassamos os apoios dados em 2011 e ainda nos faltam dois meses para acabar o ano", resumiu a responsável da associação que no ano passado apoiou 969 bebés carenciados, 51 dos quais no domicílio, e respondeu a 3398 pedidos de enxovais para recém-nascidos (desde alcofas, roupa e bens de puericultura a mobiliário, alimentos ou cadeiras de transporte).

No ano passado, a instituição apoiou ainda 556 famílias com 1784 medicamentos.

De acordo com a presidente, mal as crianças nascem a associação dá um enchoval e alcofa às famílias mais carenciadas. Até há pouco tempo, a maioria não regressava à instituição. Agora, há "muito mais" mães a voltar ao Banco do Bebé na esperança de ali encontrarem o que lhes falta.

Marina Arnoso garantiu que a instituição ainda tem capacidade para responder a todos os pedidos e, para garantir que assim se mantém, o Banco do Bebé lançou esta semana uma campanha de natal para a recolha de bens, em parceria com os Correios de Portugal.

As lojas dos correios de todo o país estão a recolher donativos como roupas, cadeiras de transporte, leite, fraldas, papas e produtos de higiene. O envio dos bens para a instituição é feito gratuitamente pelos CTT.

A presidente da associação acredita que a campanha vai permitir dar continuidade ao trabalho desenvolvido até aqui, satisfazendo assim a procura crescente de pedidos de ajuda a crianças recém-nascidas de famílias carenciadas.

A funcionar há mais de 20 anos na Maternidade Alfredo da Costa graças ao trabalho de um grupo de voluntárias, a instituição alargou a sua intervenção este ano à unidade de neonatologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e aos serviços sociais do Hospital Beatriz Ângelo, em Loures.

A missão da associação é apoiar os recém-nascidos e as suas famílias e para isso conta com mais de 60 voluntárias que dão apoio às mães durante o período de internamento, na distribuição de bens aos bebés carenciados até aos seis anos de idade e no apoio domiciliário a prematuros ou recém-nascidos com incapacidades detetadas à nascença.

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