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Portugal vai perder mais de meio milhão de habitantes até 2050

Portugal vai perder mais de meio milhão de habitantes até 2050

Portugal vai perder mais de meio milhão de habitantes até 2050, ao contrário da maioria dos países da Europa Ocidental, que terão um aumento de população nas próximas décadas, de acordo com um relatório das Nações Unidas, divulgado esta quarta-feira.

Segundo o relatório sobre a situação da população mundial em 2008, Portugal terá menos 700 mil habitantes, passando dos actuais 10,7 milhões para os dez milhões, o que representa uma diminuição de 6,5 por cento.

Já países como Espanha, França, Bélgica, Holanda, Reino Unido, Irlanda, Áustria, Finlândia e Suécia verão, pelo contrário, a sua população crescer ao longo dos próximos 40 anos.

Com uma população projectada de mais 7,7 milhões em 2050, o Reino Unido beneficia do maior aumento populacional entre os países da Europa Ocidental, logo seguido da França, que terá um crescimento de cerca de 6,5 milhões de habitantes.

Ainda assim, a tendência global da União Europeia a 27 aponta para um decréscimo do número de habitantes, com a Alemanha a registar uma das maiores perdas: segundo as estimativas, contará com menos 8,4 milhões de pessoas do que actualmente.

Polónia e Itália estão igualmente entre os que mais perdem, com uma diminuição projectada de 7,7 milhões e de 4,3 milhões, respectivamente.

Apesar de perder cerca de 6,5 por cento da população ao longo das próximas décadas, Portugal verá a sua população aumentar no curto prazo (até 2010), registando no período relativo aos cinco anos anteriores uma taxa média de crescimento de 0,4 por cento.

A taxa de fecundidade registada no país situa-se nos 1,46 filhos por mulher, abaixo da média da Europa ocidental, fixada em 1,59. No entanto, o número de gravidezes na adolescência continua muito superior: por cada mil adolescentes portuguesas dos 15 aos 19 anos, 14 são mães, mais seis do que a média da Europa Ocidental.

Ainda de acordo com o relatório, cerca de 60 por cento dos portugueses vivem em áreas urbanas, que nos próximos dois anos continuarão a ganhar população ao campo, crescendo cerca de 1,4 por cento.