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Prejuízos no Campismo de Esmoriz superiores a 500 mil euros

Prejuízos no Campismo de Esmoriz superiores a 500 mil euros

O presidente do Clube de Campismo do Porto disse esta segunda-feira que o temporal deste fim de semana provocou estragos no parque de Esmoriz, em Ovar, como "já não se viam desde 1953", com prejuízos superiores a 500 mil euros.

"Esta foi a pior situação de que temos registo", declarou Carlos Américo à agência Lusa, explicando que será necessário proceder ao abate de cerca de 100 árvores.

"Desde 1953 que não se via aqui nada assim e o primeiro balanço dos estragos, a olho nu, aponta para prejuízos que ultrapassam os 500 mil euros", acrescentou.

As áreas mais afetadas desse parque de campismo explorado pelo clube do Porto terão sido as zonas A e B, que, sendo as mais próximas da praia, sofreram os efeitos de ventos suficientemente fortes para derrubarem pinheiros altos, causando estragos em caravanas, atrelados e blocos sanitários.

A relação de estragos ainda está a ser concluída para apresentação de um relatório a entidades como a Câmara Municipal de Ovar, a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, e diferentes empresas seguradoras.

"Não sei como é que vamos ultrapassar isto, mas vontade vai haver de certeza", admite Carlos Américo. "O mais importante agora é acautelar a segurança do parque e evitar que voltem a cair mais árvores".

No recinto de Esmoriz estão atualmente a trabalhar quatro equipas de segurança, num total de aproximadamente 30 pessoas, e, no universo de cerca de 1000 árvores do parque, estão já sinalizados 20 pinheiros para abate imediato.

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O responsável do parque de campismo adianta, contudo, que o total de árvores a cortar estará mais próximo de uma centena e explica: "Temos aqui buracos e crateras na ordem dos 40 a 50 centímetros e há cerca de 100 árvores abaladas, em risco de caírem ao mínimo toque de vento. Algumas já têm as raízes à vista e outras estão com uma inclinação de 25 graus".

Carlos Américo diz-se "defensor da natureza como poucos", mas afirma que "nada se pode sobrepor à segurança das pessoas" e que a sua principal preocupação, nesta fase, é, "primeiro, impedir qualquer situação de risco para os campistas e, depois, tentar evitar mais prejuízos".

Entretanto, o parque de Esmoriz mantém-se operacional, mas acolhe neste momento apenas duas famílias, instaladas na zona mais afastada da costa. "Essa é a única secção onde é possível acampar neste momento, por não representar absolutamente nenhum risco para a segurança dos campistas", informou Carlos Américo.

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