O Jogo ao Vivo

Portugal

Prémio Nobel, ministros e cientistas discutem em Londres saída para a crise portuguesa

Prémio Nobel, ministros e cientistas discutem em Londres saída para a crise portuguesa

Investigadores e estudantes portugueses no Reino Unido convidaram um prémio Nobel da Medicina, o ministro da Educação, cientistas e empresários para discutir, no dia 16 de junho, as formas de ajudar Portugal a sair da crise.

Na sexta edição, o Encontro Anual de Investigadores e Estudantes Portugueses no Reino Unido quer fazer um "diagnóstico" e promover um dia de palestras e debates com uma série de ações e ideias que possam ser implementadas.

"Perante a situação em que está o país, queremos saber como potenciar Portugal", disse à agência Lusa Rafael Fernandes, doutorando em engenharia aeronáutica e um dos elementos da organização.

Tal como no passado, foram convidadas personalidades institucionais e especialistas portugueses em diferentes áreas, mas a grande novidade desta edição é que inclui oradores britânicos e a língua oficial será o inglês.

Sir Tim Hunt, Nobel da Fisiologia ou Medicina em 2001 (juntamente com outros dois cientistas) e George Lomonossoff, considerado Inovador do Ano 2012 pelo Conselho de Investigação das Ciências Biológicas e Biotecnologia britânico, foram os escolhidos.

"Queremos aproximar as duas comunidades", justificou Fernandes, que já conta com vários anos a estudar no Reino Unido, primeiro na Cranfield University e no Imperial College of London.

Nuno Crato, que participou no evento em 2008, regressa enquanto ministro da Educação e Ciência, tendo também confirmado presença o Presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia, Miguel Seabra, e o presidente da AICEP, Pedro Reis.

PUB

Outros intervenientes incluem a diretora do Instituto de Medicina Molecular, Maria do Carmo Fonseca, e os investigadores Carlos Caldas, João Magueijo, José Xavier, o fundador da YDreams, António Câmara, o historiador Francisco Bethencourt e o jornalista José Rodrigues dos Santos.

Todos, espera Rafael, deverão contribuir para mostrar que o encontro "não é só conversa" e que, "além de inspirar os participantes, saiam contribuições que possam potenciar o país".

A ideia, acrescentou, é também ver como os estudantes e investigadores portugueses que estão fora podem ter impacto em Portugal.

"Não precisamos de voltar para ajudar", defendeu, a título pessoal, já que, por enquanto, pretende continuar no estrangeiro.

O comité organizador, que muda todos os anos, quer também que este ano o "networking" entre participantes seja mais eficaz e pretende apresentar um projecto para ajudar a comunidade portuguesa no Reino Unido, em particular os jovens em idade escolar.

Outras Notícias