Hungria

Primeira averiguação ao corpo do jovem português sem sinais de crime

Primeira averiguação ao corpo do jovem português sem sinais de crime

A primeira avaliação ao corpo do jovem português que desapareceu no Danúbio a 11 de maio não revela sinais de crime, informou, esta sexta-feira, a polícia de Budapeste, na Hungria, acrescentando que exames mais aprofundados só serão feitos na próxima semana.

"Segundo a primeira averiguação do médico legista, que foi feita no local, não há sinais de crime", escreveu o departamento de comunicação da polícia de Budapeste numa resposta à Lusa.

Segundo o mesmo texto, a polícia de Budapeste já iniciou os procedimentos adequados e chamou um perito que irá identificar formalmente o corpo, mas esse trabalho só deverá decorrer na próxima semana.

O departamento de comunicação adianta que o corpo foi encontrado na manhã de quinta-feira na represa de Kvassay, em Budapeste, por um funcionário local.

"Pela roupa envergada, o corpo é idêntico ao do homem português que saltou para o Danúbio da ponte Erzsébet a 11 de maio", acrescenta a polícia.

Já na quinta-feira o pai do jovem, Miguel Ferraz, havia confirmado à Lusa ter sido informado pela polícia húngara de que foi encontrado um corpo que "tem todas as características" do seu filho. "Tem todos os indícios de ser ele, pela idade, pelo tempo que tem de rio e pela forma como estava vestido", referiu.

"Agora só faltam as verificações finais e o reconhecimento", acrescentou o pai do jovem de 22 anos, frisando que a sua intenção era viajar já esta sexta-feira para Budapeste, mas a polícia húngara sublinhou que só "faz sentido" ir para a semana, altura em que serão feitas as provas de ADN.

O incidente com o estudante português foi conhecido em 13 de maio, quando Gonçalo Ferraz já se encontrava desaparecido há quase três dias, depois de ter saltado para o rio Danúbio, em Budapeste, às 5.30 horas de 11 de maio, depois de sair de uma festa de estudantes Erasmus.

Juntamente com o jovem português - bolseiro do Instituto Superior de Gestão -, estava um colega francês, que também saltou para o rio, mas escapou ileso ao mergulho, conseguindo nadar até à margem.

Este jovem disse mais tarde aos agentes da polícia que os dois se atiraram ao rio porque queriam nadar.

Sobre a causa do que aconteceu, e realçando que ainda vai ser feita uma autópsia, Miguel Ferraz afirmou que "tudo aponta para aquilo que se pensava: mergulhou ao rio, algo correu mal e afogou-se".