Sociedade

Primeira Dama reconhece que este "vai ser um Natal muito difícil"

Primeira Dama reconhece que este "vai ser um Natal muito difícil"

Em tempo de crise, compra-se mais barato, vai-se à feira. A inauguração, esta quinta-feira, da oitava edição da feira de solidariedade Novo Futuro-Rastrillo, em Lisboa, revelou já os efeitos da crise.

Em poucas horas o pavilhão do Centro de Congressos de Lisboa encheu-se de compradores diligentes.

Carteiras e sapatos Furla, blusões Diesel ou cosméticos Estée Lauder a "preços da chuva" voaram em poucos minutos.

"Penso que vai ter ainda mais gente nos próximos dias porque os preços são mesmo baixos", declarou ao JN Teresa Caiado, uma das mais antigas voluntárias da Associação Novo Futuro fundada em Portugal pela Infanta Pilar de Espanha, presente na inauguração.

"Abrimos uma casa nova, e como este ano não receberemos subsídios, espero que as receitas da feira nos ajudem a mantê-la", declarou ao JN D. Pilar de Espanha, à margem da visita que fez às diversas bancas de vendas acompanhada da primeira dama, Maria Cavaco Silva."Vai ser um Natal muito difícil, por isso temos que estar mais unidos", disse a mulher do chefe de Estado ao JN.

"Há muitas feiras, muitos bazares nesta época. Se pudermos fazer as nossas compras de Natal aí, melhor", acrescentou, depois de ter comprado um presépio da Bolívia e vários outros produtos.

Ao longo de mais de uma década de trabalho a Novo Futuro já acolheu 112 crianças e jovens. Hoje dispõe de sete lares na zona de Lisboa e um em Gaia, nos quais residem 66 crianças e jovens. Várias dezenas já estão integrados na família de origem, em famílias adoptivas, em instituições especializadas ou com autonomia. O sétimo lar Novo Futuro - Casa Laminga - abriu em Agosto, em Manique.

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