Sociedade

Primeiro-ministro envia condolências por morte de autarca de Queirã

Primeiro-ministro envia condolências por morte de autarca de Queirã

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, enviou, esta quarta-feira, as condolências à família do presidente da Junta de Freguesia de Queirã, que morreu na terça-feira na sequência de ferimentos num incêndio, e ao presidente da Câmara Municipal de Vouzela.

À família, o primeiro-ministro apresentou as "mais sentidas condolências" pela morte de Joaquim da Silva Mendes, que faleceu no Hospital de São João, no Porto, devido a queimaduras sofridas a 23 de agosto num incêndio no concelho de Vouzela.

"Nesta hora de dor, enalteço o exemplo de coragem e de abnegada entrega deste autarca, que deu a vida em defesa da comunidade que sempre serviu no combate às chamas que, infelizmente, assolaram o país", lê-se na mensagem de Pedro Passos Coelho, que acredita que o "reconhecimento é partilhado por todos os portugueses".

Na mensagem endereçada ao presidente da Câmara de Vouzela, o chefe do executivo lamentou as "circunstâncias particularmente trágicas" da morte e reafirmou o "exemplo de coragem e de abnegada entrega deste autarca".

Também a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, enviou uma mensagem de condolências, na qual lamentou a "morte de um homem cuja coragem se exerceu ao serviço dos seus concidadãos".

"Joaquim da Silva Mendes foi colhido pelas chamas no momento em que ajudava a combater o incêndio que punha em perigo a população que o tinha eleito. Ele foi um eleito na sua máxima expressão", afirmou.

Assunção Esteves acrescentou que os portugueses ficam com uma "enorme dívida perante esse autarca cujo exemplo de dedicação e bravura marca a todos".

O autarca tinha ficado com cerca de 60% do corpo queimado, quando ajudava a combater o incêndio, tendo sido internado no Hospital de Viseu, mas acabou por ser transferido para o Hospital de São João.

Durante o incêndio, foram destruídas duas viaturas, uma da junta de freguesia e outra dos Sapadores Florestais.

No combate aos incêndios florestais morreram também este ano oito bombeiros.