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Professores desempregados querem reunir com o Provedor de Justiça

Professores desempregados querem reunir com o Provedor de Justiça

O movimento de professores desempregados, formado a partir das redes sociais, vai pedir uma reunião ao Provedor de Justiça, a propósito da condição precária dos docentes sem trabalho ou com contratos, foi decidido em plenário este sábado.

No final do encontro, em Lisboa, que reuniu cerca de 40 professores, Miguel Reis disse à Lusa que foi aprovado um pedido de reunião ao Provedor de Justiça.

"Consideramos que há factos inaceitáveis" nas propostas do ministro da Educação Nuno Crato, disse, referindo-se à questão das contratações de professores.

"Precisamos de uma clarificação, por exemplo, na questão das contratações de escolas por mês. Parece que o ministério se recusa a contratar ao mês em Junho para poder despedir e não pagar os meses de Julho e Agosto. É um abuso que nos surpreende", afirmou o docente.

Noutra das resoluções aprovadas este sábado, os professores lamentam que a tutela "não deite agora para fora ofertas de escola para não ter que pagar o mês de Setembro. As vagas para os professores estão a ser guardadas para Outubro e no entretanto os alunos saem prejudicados", acusou.

De acordo com Miguel Reis, há mais 8.000 professores à espera das bolsas de recrutamento em relação ao ano passado.

Este mês surgiu um movimento de professores desempregados, formado via redes sociais em protesto contra o facto de 37.000 docentes estarem sem contrato no começo do ano lectivo.

O movimento partiu de quatro professores excluídos do concurso de colocação de contratados que quer ver garantida a compensação financeira a todos cujos contratos caducaram.

Querem também a redução do número de alunos por turma para não se entrar no "desperdício" de professores qualificados.

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