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Professores recusam-se a abandonar Ministério da Educação

Professores recusam-se a abandonar Ministério da Educação

Os professores desempregados que estão desde a manhã desta quinta-feira no Ministério da Educação, nas Laranjeiras, recusam-se a sair das instalações até que a tutela resolva a sua situação e assuma que houve um erro na bolsa de colocação de docentes.

O Ministério da Educação recusa-se a comentar a ocupação das instalações do Ministério da Educação. Ana Drago, deputada do Bloco de Esquerda, deslocou-se, ao princípio da noite desta quinta-feira, para o local para juntar-se aos docentes.

Em declarações à agência Lusa, Miguel Reis, um dos 18 professores que ainda estão no átrio do Palácio das Laranjeiras, garantiu que não estão dispostos a sair "até o poder político decidir que está disposto a reconhecer um erro".

"Vamos continuar aqui até a situação mudar, até termos uma resposta positiva", reiterou, afirmando que a reunião que tiveram da parte da tarde com o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, foi inconclusiva e que a tutela continua "inflexível".

O grupo de 18 professores entrou no átrio do Ministério da Educação, cerca das 11 horas, e foi recebido pelo chefe de gabinete do secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró. Este funcionário terá informado que, nem o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova, nem o ministro, Nuno Crato, teriam disponibilidade de agenda para os receber esta quinta-feira.

Perante a insistência dos professores em não desmobilizar, os serviços da tutela disseram que iriam tentar arranjar uma solução para resolver o impasse. Pouco depois das 14 horas, o grupo recebeu a indicação de que o ministro não teria qualquer possibilidade de os receber. Cerca das 14.45 horas, foram informados de que o secretário de Estado João Casanova os iria receber, logo após terminar o debate de urgência no Parlamento sobre a abertura do ano lectivo.

Contra os "falsos horários temporários"

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"Estamos neste momento nas instalações do Ministério da Educação (Palácio das Laranjeiras) e apenas abandonamos o edifício quando o Ministro ou outro responsável político do ministério se dignarem a ouvir as nossas preocupações", explica o "grupo de professores contratados e desempregados" num comunicado enviado às redacções.

No topo do descontentamento estão "as irregularidades no concurso de professores" que, segundo este grupo em protesto "devem ser imediatamente corrigidas".

"Com a ideia peregrina dos contratos mensais, o Ministério impediu os professores que apenas se candidataram a contratos anuais de serem colocados, dado que os horários anuais foram disfarçados de temporários. Enganar as pessoas e brincar com as suas vidas é inaceitável", acusam.

O grupo em protesto assegura que não vai abandonar o local até ser recebido pela tutela. Alega que "amanhã será tarde demais", uma vez que a 4ª bolsa de recrutamento é divulgada na próxima segunda-feira e, para evitar que se repitam as irregularidades que voltaram a verificar-se na 3ª bolsa com os "falsos horários temporários", exigem que se façam atempadamente correcções.

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