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Profissionais de saúde vão aconselhar famílias sobre transporte infantil

Profissionais de saúde vão aconselhar famílias sobre transporte infantil

Os profissionais dos centros de saúde e dos hospitais com maternidade vão receber formação para aconselhar as famílias sobre como devem transportar os bebés e crianças em segurança, no âmbito de um protocolo de segurança rodoviária infantil.

A Direção-Geral de Saúde (DGS), a Fundação MAPFRE, a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) e a Dorel Portugal assinam, na sexta-feira, no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, um protocolo de colaboração para o projeto "Bebés, Crianças e Jovens em Segurança", enquadrado no Programa Nacional de Prevenção de Acidentes.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da APSI explicou que este programa foi criado pela DGS e visa "promover o transporte seguro das crianças no automóvel, desde a alta da maternidade".

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Trata-se de um plano de formação para profissionais das unidades de saúde, para que fiquem capacitados e treinados na segurança e transporte da criança no automóvel e na escolha e instalação do sistema de retenção mais adequado para bebés e crianças.

"Além de capacitar os profissionais de saúde, também se pretende dar recursos a estes estabelecimentos de saúde para fazerem o aconselhamento às famílias, através da distribuição de brochuras, cadeirinhas e de um simulador de automóveis, onde as famílias poderão treinar a sua instalação", explicou Sandra Nascimento.

De acordo com Sandra Nascimento, algumas estruturas com maternidades já tinham iniciativas nesta área, "mas não havia um programa e orientações técnicas que homogeneizassem essa intervenção".

"Foi por isso que se sentiu a necessidade de criar um programa para dotar os profissionais e unidades de saúde de recursos humanos e materiais e garantir a consistência da mensagem e a harmonização da intervenção destes profissionais", disse, comentando que a APSI fica "muito contente com a implementação deste projeto".

A responsável salientou ainda a importância do programa a nível da segurança rodoviária, lembrando que os acidentes "ainda são a maior causa de morte nas crianças e nos jovens, apesar de terem diminuído muito nos últimos anos".

Segundo Sandra Nascimento, a taxa de utilização de cadeirinhas tem aumentado muitos nos últimos anos: "Em 1996, menos de 20% das famílias utilizavam cadeirinha, agora são menos de 20% os que não a utilizam".

"Houve um aumento de utilização de cadeirinhas. No entanto, nós temos observado que o transporte, a escolha e a instalação da cadeirinha, em metade dos casos, não estão feitos de forma correta", disse.

"Os erros são muitos [na instalação das cadeirinhas], alguns são muito graves e comprometem a segurança do bebé", disse, lembrando que a utilização correta deste equipamento "pode prevenir a morte e evitar a maior parte dos traumatismos".

A presidente da APSI considerou que o aconselhamento sobre este sistema no "momento da alta é quase simbólico": "Se na primeira viagem, a criança é bem transportada, há mais probabilidade de a família interiorizar essa medida e a prolongar por toda a vida da criança".

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