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Região transfronteiriça do Douro e Tejo proposta para Património Mundial

Região transfronteiriça do Douro e Tejo proposta para Património Mundial

A União Internacional para a Conservação da Natureza, um organismo ambiental com delegação em Espanha, vai avançar com uma proposta para que as regiões transfronteiriças do Douro e do Tejo sejam declaradas Património Mundial da Humanidade.

Contactado pela Lusa, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) disse ter conhecimento da iniciativa e garantiu que se pronunciará sobre o assunto "em tempo oportuno".

As áreas protegidas propostas são as Arribas do Douro Internacional, bem como algumas áreas abrangidas pelo Parque Natural do Tejo Internacional e zonas da Serra de São Mamede (Alto Alentejo), abrangendo sempre territórios dos dois lados da fronteira.

"Não se trata da proposta de classificação de um território conjunto e de forma contínua, mas sim o reconhecimento de várias núcleos com valores similares dentro deste grande ecossistema da região de fronteira", disse hoje à agência Lusa o presidente da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), Carlos Sanches.

Segundo o também presidente da Fundação Natureza e Homem, com sede em Espanha, o passo seguinte será colocar de acordo o governo português e o espanhol, para que sejam reconhecidos os valores fundamentais para a conservação da natureza e da biodiversidade.

Num documento recentemente apresentado pela UICN no Congresso Mundial da Natureza, que decorreu na República da Coreia, foi solicitado aos dois países ibéricos que evitem a construção de determinadas infraestruturas nas zonas transfronteiriças, como parques eólicos ou barragens, de forma a encontrar mecanismos de salvaguarda e preservação da biodiversidade.

Outros dos pontos do documento sustentou a promulgação da Declaração de Reservas Naturais e da Biosfera nas regiões transfronteiriças de Bragança-Zamora e Douro Superior-Salamanca e da Serra da Malcata e territórios vizinhos.

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No documento apresentado é ainda pedido aos responsáveis governamentais de Portugal e Espanha e outras partes interessadas que desenvolvam planos de ação e que favoreçam uma visão de conjunto nos territórios abrangidos pela proposta, com a "independência" dos espaços naturais que compõem as zonas de fronteira.

"A candidatura terá que estar concluída no prazo de quatro anos. Ao longo deste período, os dois governos terão de definir áreas territoriais, de forma a integrarem uma futura classificação como Património Mundial da UNESCO", concluiu Carlos Sanches.

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