Sociedade

Retinopatia diabética rastreada no Norte

Retinopatia diabética rastreada no Norte

A Administração Regional de Saúde do Norte vai avançar este mês com um rastreio da Retinopatia Diabética no distrito de Vila Real.

Antes do fim do ano também será alargado aos centros hospitalares do Nordeste, Entre Douro e Vouga, Porto, Hospital de São João e Unidade Local de Saúde do Alto Minho. As restantes unidades só já vão ser contempladas no próximo ano.

Aquele organismo espera poder abranger com a despistagem cerca de 100 mil diabéticos de todo o Norte do país, sendo que cinco a dez mil doentes terão de ser tratados em Oftalmologia.

Esta é, pelo menos, a estimativa de Fernando Araújo, presidente da ARS-Norte. Apesar do custo da operação, estimado entre seis e sete milhões de euros por ano, estima que o benefício será muito superior ao investimento feito.

Ao fazer-se o rastreio são diagnosticadas outras doenças como as cataratas e o glaucoma. Este último só é detectado por exame médico e se não for tratado a tempo conduz inevitavelmente à cegueira.

O rastreio da Retinopatia Diabética começou na Primavera deste ano no vale do Douro Sul, precisamente, para evitar muitas cegueiras entre uma população envelhecida. Foram abrangidos concelhos como Armamar, Penedono, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Moimenta da Beira, Tabuaço, Tarouca e Lamego.

Por dia foram atendidos 50 doentes no Centro Oftalmológico do Peso da Régua, com o transporte a ser assegurado pelas respectivas câmaras, depois de referenciados pelos respectivos médicos de família.

Sousa Nunes, responsável por aquele centro, já contabilizou uma taxa de participação a rondar 75% dos 25 mil doentes da área de intervenção e admite que quando se iniciar a segunda rodada, em Abril de 2012, a taxa de absentismo “não será superior a 5%.