Sociedade

Adesão de 43 médicos à greve na Madeira

Adesão de 43 médicos à greve na Madeira

O diretor clínico do Hospital Dr.Nélio Mendonça, no Funchal, Miguel Ferreira, informou, esta quinta-feira, que 43 médicos aderiram ao protesto convocado pela Federação Nacional dos Médicos, não colocando em causa, no entanto, o normal funcionamento da estrutura.

"Nós avaliamos os colegas que estão em greve e são 43 o que dá, em relação aos médicos que estão neste momento no Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira, 7,9%", afirmou Miguel Ferreira.

Declarou ainda que "o bloco operatório está a funcionar em pleno, não tendo acontecido qualquer alteração", salientando que, "eventualmente, algumas consultas que foram afetadas, mas nada de significativo".

O responsável considera que a greve "não tem qualquer expressão em relação ao funcionamento regular dos serviços".

Miguel Ferreira é da opinião que, "devido aos números baixos de adesão", não prevê que haja grandes alterações nem um "grande impacto em relação aquilo que é normalmente produzido".

A publicação do código de conduta ética, a que os médicos chamam "lei da rolha", a reforma hospitalar, o encerramento e desmantelamento de serviços, a falta de profissionais e de materiais e a atribuição de competências aos médicos, para as quais não estão habilitados, são os principais motivos na base da convocação desta greve.

O protesto, que começou à meia-noite e decorre até às 24 horas de quarta-feira, foi convocado pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e conta com o apoio da Ordem, de várias associações do setor e também de pensionistas e doentes.

Esta é a segunda greve que o ministro Paulo Macedo enfrenta em dois anos. Ao contrário da greve de 2012, a atual paralisação não tem a participação do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) que, no dia em que foi anunciada esta forma de luta, explicou que não aderia.