Sociedade

Austeridade levou a aumento de casos de depressão e infeções

Austeridade levou a aumento de casos de depressão e infeções

Os alertas foram ignorados e a saúde dos portugueses está cada vez mais fragilizada. Prova disso é o aumento das depressões e das infeções e, mais recentemente, a crise nas urgências e as demissões nos hospitais.

É a atualização do estudo "O impacto da crise financeira no sistema de saúde e na saúde em Portugal", realizado pela Organização Mundial de Saúde e o Observatório Europeu sobre Sistemas e Políticas de Saúde em 2013 e divulgado no ano passado. Os autores do relatório apresentam hoje, em Coimbra, uma análise atualizada da situação e, mais importante, traçam um conjunto de recomendações para transitar do atual modelo de "absolutismo financeiro" - em que o ajustamento financeiro se sobrepõe ao bem-estar das populações - para um equilíbrio entre políticas financeiras, económicas e sociais.

"Dizer que o programa de ajustamento teve efeitos muito negativos na saúde das pessoas é assumir o fracasso. Em termos políticos, é um dogma. É inadmissível. Portugal e a Europa estão em processo de negação", começa por explicar Constantino Sakellarides, um dos quatro autores do estudo. A negação passa por desvalorizar todos os estudos e dados que sucessiva e sustentadamente mostram a degradação quer da saúde dos portugueses, quer do próprio Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Leia mais na versão e-paper ou na edição impressa.