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Autoridades estudam eventual mutação do vírus da gripe

Autoridades estudam eventual mutação do vírus da gripe

O diretor-geral da Saúde, Francisco George, afirmou, esta terça-feira, que está a ser investigada uma eventual mutação do vírus da gripe, sublinhando que este vírus é como "um camaleão".

Ressalvando a eficácia da vacina para evitar as complicações da gripe, Francisco George explicou que "nem sempre há o encontro exato entre a composição da vacina e os vírus que estão a circular".

"A vacina contempla três vírus (dois A e um B), mas o vírus da gripe é como um camaleão. Está sempre em mudança", afirmou o diretor-geral da Saúde aos jornalistas, à margem da cerimónia de abertura do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e Diálogo Entre Gerações.

Explicou que "a vacina é preparada no mês de fevereiro no hemisfério Norte para ser utilizada a partir de outubro e durante esses meses podem acontecer pequenas alterações, aquilo a que chamamos as mutações. Estamos a estudar este fenómeno".

Este poderá ser um dos motivos que levaram ao aumento da mortalidade entre 13 e 19 de fevereiro, em que foram contabilizadas três mil mortes em Portugal, segundo o Boletim de Vigilância Epidemiológica do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

Francisco George adiantou que as autoridades de saúde estão a analisar este fenómeno, mas observou que "a mortalidade é um fenómeno cíclico".

S egundo o responsável, nas semanas mais frias os vírus respiratórios e da gripe circulam de forma intensa.

"Estamos a falar do vírus da gripe AH3N2, que é uma estirpe que não circula todos os anos e, exatamente por isso, sabemos que, quando a preponderância da atividade gripal é devido a este vírus, há sempre maior mortalidade", disse.

Segundo o responsável, os atuais valores de mortalidade são muito semelhantes àqueles que se verificaram nas épocas gripais 2008/2009 e de 1998/1999.

"É preciso notar que este fenómeno da mortalidade, sobretudo em idosos acima dos 75 anos de idade, é um fenómeno que não se verifica pela primeira vez agora", sublinhou.

"Semana fria, mais intensidade na circulação de vírus respiratórios, entre eles, o da gripe, em especial o AH3N2, e maior pressão nos serviços de urgência dos hospitais devido a maior probabilidade de ocorrerem infeções", resumiu.

A DGS diz ter feito alertas na rede e em alguns estabelecimentos de saúde foram reforçadas as equipas médicas de urgência.

As autoridades de saúde estimam que o vírus da gripe possa ter acontecido entre a sétima e a oitava semana deste ano e que deverá começar agora a descida da curva epidémica, disse Francisco George.

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