Sociedade

CDS-PP diz que FNAM cumpre "instruções" da CGTP-IN

CDS-PP diz que FNAM cumpre "instruções" da CGTP-IN

O CDS-PP defendeu, esta segunda-feira, que a greve dos médicos "não é uma greve da comunidade médica", mas para cumprir "instruções da CGTP", na sequência das formas de luta anunciadas pela central sindical e pelo PCP depois das europeias.

"Não é uma greve da comunidade médica, não é sequer uma greve de toda a FNAM, é uma instrução da CGTP à FNAM. Por isso, esta greve, aliás, tanto quanto sei, tem tido uma adesão muito reduzida", disse à Lusa a deputada do CDS-PP Teresa Caeiro.

A deputada centrista acusa, ainda, o bastonário da Ordem dos Médicos de "abdicar dos seus deveres legais e éticos", ao ser "uma voz sindical", "instigando os médicos a fazer greve e os doentes a ir para a rua protestar", naquela que considera ser "uma greve que se move por motivos políticos".

"Foi aliás anunciada logo a seguir as europeias, quando o PCP e a CGTP anunciaram formas de luta", disse.

"Não há nada de construtivo nesta greve. Os mais prejudicados são os utentes do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente aqueles que não têm alternativa, que são os que mais precisam", sustentou Teresa Caeiro.

Para o CDS-PP, a greve destina-se a cumprir "instruções da CGTP para que a FNAM quebrasse o acordo tripartido" com o Sindicato Independente dos Médicos e o Ministério da Saúde.

Teresa Caeiro argumentou que a comissão tripartida criada no âmbito desse acordo já resolveu diversas reivindicações dos médicos.

"O Ministério da Saúde abriu mais de 4 mil vagas no SNS, mais 50% das vagas previstas no acordo, além da contratação de mais de mil especialistas e da contratação de 3800 enfermeiros", afirmou.

A publicação do código de conduta ética, a que os médicos chamam "lei da rolha", a reforma hospitalar, o encerramento e desmantelamento de serviços, a falta de profissionais e de materiais e a atribuição de competências aos médicos, para as quais não estão habilitados, são os principais motivos na base da convocação desta greve.

O protesto, que começou à meia-noite desta segunda-feira e decorre até às 24 horas de quarta-feira, foi convocado pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e conta com o apoio da Ordem, de várias associações do setor e também de pensionistas e doentes.

Esta é a segunda greve que o ministro Paulo Macedo enfrenta em dois anos. Ao contrário da greve de 2012, a atual paralisação não tem a participação do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), que, no dia em que foi anunciada esta forma de luta, explicou que não aderia.