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Costa do Marfim encerra fronteiras com a Guiné-Conacri e a Libéria por causa do Ébola

Costa do Marfim encerra fronteiras com a Guiné-Conacri e a Libéria por causa do Ébola

A Costa do Marfim decidiu encerrar as fronteiras com a Guiné-Conacri e a Libéria, países afetados por uma epidemia de febre hemorrágica provocada pelo vírus Ébola que já fez mais de 1.427 mortos na África Ocidental.

A decisão "excecional", em vigor desde sexta-feira, insere-se "num quadro restrito de medidas preventivas para proteger as populações, incluindo estrangeiros, que vivem no território costa-marfinense", indicou um comunicado do primeiro-ministro Daniel Kaban Duncan, citado este sábado pela agência francesa AFP.

Na sexta-feira, o secretário-geral do sindicato dos serviços de saúde da Libéria, George Williams, anunciou que todas as regiões do país já foram atingidas pela epidemia, após a confirmação dos primeiros casos mortais na região sudeste, perto da fronteira com a Costa do Marfim.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) contabilizou, até 20 de agosto, 1.427 mortos em 2.615 casos identificados em quatro países da África Ocidental.

A Libéria é o país mais afetado, com 624 mortos em 1.082 casos, seguindo-se a Guiné-Conacri, onde foram registados casos a cerca de 150 quilómetros da fronteira com a Costa do Marfim, com 407 vítimas mortais.

A Serra Leoa (392 mortes) e a Nigéria (cinco mortes) são os outros países afetados pela epidemia.

A 11 de agosto, a Costa do Marfim decidiu suspender todos os voos de e para os países atingidos pela epidemia. Na terça-feira, Abidjan proibiu a realização de competições desportivas internacionais no país.

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