Serviço Nacional de Saúde

Direito à saúde está em causa, alertam docentes

Direito à saúde está em causa, alertam docentes

Docentes da Escola de Enfermagem de Coimbra alertaram este sábado para as dificuldades no acesso à saúde em Portugal, numa campanha de defesa do artigo 25.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, relativo ao direito à saúde.

"O acesso à saúde está em causa. No mundo e em Portugal", sublinhou Irma Brito, docente da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), entidade que se associou a uma ação global, que decorre em mais de 60 países no mundo, em defesa do artigo 25.º, que prevê o direito de todos à saúde e ao bem-estar.

A ação de sensibilização, que decorreu na praça 8 de Maio, em Coimbra, pretende exigir que "a crise económica não se reflita" no acesso aos cuidados de saúde primários por parte da população, disse à agência Lusa Irma Brito.

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Em Portugal, "há pessoas, com pensões pequenas que, com a crise, deixaram de tomar a medicação todos os dias", assim como a redução no apoio no transporte levou a uma dificuldade "no acesso à saúde", frisou.

O fecho de serviços de saúde por todo o país "também vem dificultar" a garantia de cumprimento do artigo 25.º da Declaração Universal, notou a docente.

Irma Brito apontou ainda para a situação dos enfermeiros em Portugal, em que "as dotações estão muito abaixo do preconizado", tendo esses mesmos profissionais "dificuldade em garantir o apoio adequado".

De acordo com a docente, este é "o assumir de uma posição por parte da escola (ESEnfC)", na defesa da cobertura universal de saúde.

A ação, que se realizou por volta das 18 horas com a distribuição de folhetos com o artigo da Declaração Universal, foi organizada pela Unidade Científico-Pedagógica de Enfermagem de Saúde Pública, Familiar e Comunitária da ESEnfC.

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