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Droga usada pelo "canibal de Miami" dá força sobre-humana

Droga usada pelo "canibal de Miami" dá força sobre-humana

Os responsáveis pela investigação do caso do "canibal de Miami" acreditam que uma nova droga conhecida por "sais de banho", recente nos Estados Unidos da América, possa ter estado na origem do incidente que decorreu no sábado passado.

Um composto de cristais multicolor, semelhante aos sais de banho habitualmente utilizados para relaxar o corpo, terá provocado loucura e uma força sobre-humana no homem que comeu o nariz e os olhos de outro, em Miami.

A droga "sais de banho", clinicamente chamada de "Metilendioxipirovalerona", é um derivado do "crack", com base em cocaína, que pode ser consumida através de cachimbos especialmente criados para esse propósito, através de injeção ou simplesmente através da ingestão.

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Depois de consumida, a droga atua sobre o cérebro, originando um síndrome agudo de dependência. O fenómeno causa, de imediato, alucinações, paranóia e elevação da frequência cardíaca a quem consumiu o composto, sintomas apresentados pelo "canibal de Miami".

Para além destes efeitos, a droga provoca ainda, no consumidor, uma força sobre-humana e desejos suicídas incontroláveis.

Os "sais de banho", também chamados de "Vanilla Sky" e "White Lightning", são frequentemente vendidos nas ruas, disfarçados em recipientes que imitam aqueles que contêm os sais de banho normais.

Só no estado do Louisiana, nos EUA, foram detetados 165 casos de consumo da droga, entre setembro e maio desde ano. Há cerca de dois meses, um jovem terá consumido os ditos "sais de banho" durante vários dias consecutivos o que o levou a cortar-se na zona da garganta. O rapaz atingiu várias artérias e depois suicidou-se com uma pistola.

Já foram também registados casos na Flórida, na Califórnia e no Nevada, segundo o jornal espanhol "El Mundo".

Recorde-se que Ruby Eugene, de 31 anos, conhecido como "canibal de Miami" foi apanhado em flagrante "a comer a cara" de outro, segundo a polícia local. O homem não terá obedecido às ordens da polícia para o deter, pelo que foi baleado. Apesar de ferido, o alegado canibal continuou a mastigar o rosto do outro homem e a polícia voltou a disparar. Segundo testemunhas, ouviram-se pelo menos 12 tiros.

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