Sociedade

Ensaios clínicos continuam em queda apesar dos incentivos

Ensaios clínicos continuam em queda apesar dos incentivos

Os ensaios clínicos em Portugal continuam em queda, seis meses depois de o Infarmed ter criado uma plataforma "on-line" para os aumentar, e a autoridade do medicamento não consegue fazer um balanço da atividade daquele portal.

Desde 2008 que o número de pedidos de autorização de ensaios clínicos tem vindo a diminuir, de 146 nesse ano, para 116 em 2009, 107 em 2010 e 88 em 2011.

Face a esta realidade, o Infarmed criou uma Plataforma Nacional de Ensaios Clínicos (PNEC), para identificar e resolver os principais constrangimentos à sua realização em Portugal, promover a realização da investigação clínica e aumentar o número de ensaios nas fases mais precoces.

Questionado sobre a atividade desta plataforma, ao fim de seis meses de lançamento, o Infarmed diz que decorre ainda a fase de arranque do projeto e que não tem dados para fazer um balanço.

Relativamente a 2012, os dados mais atualizados disponibilizados pela PNEC revelam que no primeiro semestre foram submetidos 53 pedidos de ensaios clínicos.

Em 2005, no espaço de seis meses tinham sido submetidos 108 pedidos de autorização de ensaios clínicos.

As principais áreas de saúde envolvidas em ensaios clínicos são a de oncologia, que representam 40% do total, a das doenças infeciosas e das doenças do sistema nervoso, ambas com 13%.

Em Portugal, o número de ensaios não comerciais (ensaios clínicos académicos) representa 4% do total dos ensaios, ao passo que 96% são ensaios comerciais, apoiados pela indústria farmacêutica.

Os grandes centros hospitalares são os que mais contribuem para os ensaios clínicos em Portugal.

Entre 2006 e 2011, o centro hospitalar da Universidade de Coimbra foi responsável por 158, o centro hospitalar de Lisboa Norte por 135 e o centro hospitalar do Porto por 98.