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Experiência inédita de transfusão de jovens para idosos com Alzheimer será em outubro

Experiência inédita de transfusão de jovens para idosos com Alzheimer será em outubro

Uma equipa de investigadores da Universidade norte-americana Stanford School of Medicine vai fazer, em outubro, a primeira experiência de transfusão de plasma de sangue doado por jovens a idosos com Alzheimer, visando aumentar a capacidade cognitiva dos doentes.

Segundo a edição desta quinta-feira da revista "NewScientist", o ensaio será feito através de injeção do GDF11, uma proteína homóloga de miosatina que atua como um inibidor de crescimento de tecido nervoso.

O pesquisador Francesco Loffredo citado pela publicação, disse, no entanto, que os investigadores consideram improvável que a GDF11 seja o único fator que mantém os órgãos rejuvenescidos, mas assinalou que "é muito otimista pensar que haveria apenas um fator".

O estudo tem por base pesquisas já feitas em ratos, mas os pesquisadores não sabem dizer qual é a quantidade de sangue necessária para o rejuvenescimento das capacidades cognitivas dos pacientes com a doença.

"Imagine que alguém tenha que ser transfundido com sangue jovem a toda a hora. É difícil imaginar uma terapia desta. Quem é que vai doar todo esse sangue", questionou Francesco Loffredo, citado pela publicação científica.

"Vamos avaliar a função cognitiva, imediatamente antes e durante vários dias após a transfusão, bem como acompanhamento de cada pessoa por alguns meses para ver se algum de seus familiares ou cuidadores relatam quaisquer efeitos positivos", disse, por seu turno, o pesquisador Tony Wyss-Coray da Stanford School of Medicine.

"Os efeitos podem ser transitórios, mas mesmo que seja apenas por um dia, é uma prova de conceito de que vale a pena perseguir", acrescentou o investigador.

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