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A arte de lavar as mãos ainda tem de ser dominada

A arte de lavar as mãos ainda tem de ser dominada

Lavar as mãos não parece ser uma tarefa difícil, no entanto, um estudo realizado por Carl Borchgrevink, professor da Escola de Hotelaria e Negócios da Universidade de Michigan, conclui que apenas 5% das pessoas conseguem eliminar os germes das mãos.

Afinal como se lavam as mãos? A pergunta pode parecer brincadeira, mas na verdade um estudo norte-americano revelou que 33% dos indivíduos que lavam as mãos não utilizam sabão e 10% das pessoas nem sequer as lavam.

Segundo Carl Borchgrevink, professor da Escola de Hotelaria e Negócios da Universidade de Michigan, autor do estudo, a tarefa é muitas vezes negligenciada. "É horrível", diz Borchgrevink, "a maioria nem sequer faz um esforço".

Com a ajuda de 12 assistentes de pesquisa, Borchgrevink observou de forma não intrusiva mais de 3.700 casas de banho, na cidade universitária de East Lansing, nos EUA. Entre os sujeitos observados, o professor norte-americano percebeu que pessoas mais velhas lavavam as mãos com mais frequência e por longos períodos de tempo em comparação com os mais jovens.

Borchgrevink determinou que durante a manhã as pessoas estão mais predispostas a lavar as mãos, sendo que ao final da tarde o hábito é menor. De acordo com o investigador, os homens têm menos higiene e foram "piores na tarefa de lavar as mãos".

"Ouvi homens a dizer que que não precisavam de lavar as mãos, o que é absolutamente errado", diz Brochgrevink.

Segundo o CDC (Centers for Disease Control and Prevention), nos Estados Unidos, as pessoas precisam de lavar as mãos por cerca de 15 a 20 segundos para eliminar as bactérias. Contudo, a maioria dos indivíduos lava as mãos apenas durante seis segundos.

"A educação está lá, mas é facilmente esquecida", afirma Karen Francois, médico no Hospital Weill Cornell, em Nova Iorque. "Apesar de sabermos que é a coisa certa a fazer ainda não o fazemos da forma correta", admite.

Brochgrevink sublinha a importância de instalações limpas e sinalização para aumentar as hipóteses de eliminar os germes das mãos. O ex-dono do restaurante, diz que a pressão social poderá também fazer a diferença.

O professor norte-americano quer agora perceber porque é que as pessoas deixam de lavar as mãos.

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