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Autoridades matam cão da auxiliar de enfermagem infetada com ébola

Autoridades matam cão da auxiliar de enfermagem infetada com ébola

Excalibur, o cão de uma auxiliar de enfermagem espanhola infetada com o vírus ébola, foi morto esta quarta-feira por decisão das autoridades espanholas, anunciou a Comunidade de Madrid.

A sua eutanásia provocou manifestações de defensores da causa animal na capital espanhola e uma petição que defendia a sua colocação em quarentena, em vez da morte, recolheu 374 mil assinaturas.

O animal apresentava "um risco de transmissão da doença ao homem", justificou-se a Comunidade de Madrid, num comunicado emitido 40 minutos depois da retirada do Excalibur do domicílio da doente.

O animal foi anestesiado antes de ser morto, "para evitar o seu sofrimento".

Na terça-feira passada, o Departamento de Saúde da comunidade madrilena argumentara que a informação existente mostra que "os cães podem ser portadores do vírus mesmo sem terem sintomas".

Desta forma, os animais poderiam "eliminar o vírus nos seus fluídos, com um risco potencial de contágio", adiantara o Departamento.

Durante a operação policial de retirada do cão da habitação da doente, houve momentos de tensão entre a polícia e militantes dos direitos dos animais.

Os serviços de urgência da Comunidade de Madrid informaram a existência de um homem, que tem cerca de 30 anos, com um traumatismo craniano, e Belen Diaz, uma fotógrafa independente disse à AFP estar ferida na cabeça. A polícia, por seu lado, disse não ter relatos da existência de feridos.

A dona do animal, de 44 anos, foi hospitalizada na segunda-feira depois de se ter detetado que estava infetada com o ébola.

A auxiliar de enfermagem fazia parte da equipa médica que tratou dois missionários espanhóis infetados com o vírus e repatriados de África, que morreram, respetivamente, em 12 de agosto e 25 de setembro passados.

A febre hemorrágica ébola já causou 3.429 mortos na África Ocidental dos 7.478 casos registados em cinco países (Serra Leoa, Guiné-Conakry, Libéria, Nigéria e Senegal), segundo o último balanço divulgado pela Organização Mundial de Saúde, até a 01 de outubro, publicado na sexta-feira em Genebra.

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