Sociedade

Metade dos médicos portugueses aderiram à greve, segundo a FNAM

Metade dos médicos portugueses aderiram à greve, segundo a FNAM

Mais de metade dos médicos terá aderido, esta terça-feira, ao primeiro de dois dias de greve, de acordo com uma primeira estimativa preliminar da Federação Nacional dos Médicos (FNAM).

Segundo disse à agência Lusa a sindicalista Pilar Vicente, "seguramente mais de 50%" dos médicos estarão hoje em greve.

A FNAM não dispõe ainda de dados nacionais de adesão, mas há unidades de saúde em que os primeiros números apontam para cerca de 80% de profissionais que se juntaram à paralisação.

Hoje é o primeiro de dois dias de greve de médicos, a segunda que o ministro Paulo Macedo enfrenta em dois anos.

Ao contrário da greve de 2012, a atual paralisação não terá a participação do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) que, no dia em que foi anunciada esta forma de luta, explicou que não aderia.

A publicação do código de conduta ética, a que os médicos chamam "lei da rolha", a reforma hospitalar, o encerramento e desmantelamento de serviços, a falta de profissionais e de materiais e a atribuição de competências aos médicos, para as quais não estão habilitados, são os principais motivos na base da convocação desta greve.

O protesto, que começou às 00:00 desta terça-feira e decorre até às 24:00 de quarta-feira, foi convocado pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e conta com o apoio da Ordem, de várias associações do setor e também de pensionistas e doentes.