Sociedade

Primeiras consultas em cuidados primários aumentaram em 2011

Primeiras consultas em cuidados primários aumentaram em 2011

O número de primeiras consultas de acesso aos cuidados de saúde primários aumentou 4% em 2011 face a 2010, revela o Relatório Anual sobre o Acesso a Cuidados de Saúde.

O documento foi elaborado por todas as instituições do Serviço Nacional de Saúde (65 Agrupamentos de Centros de Saúde, 50 entidades hospitalares e sete unidades locais de saúde) e é referente a 2011.

Em cuidados de saúde primários, os dados de produção nas principais áreas da prestação de cuidados indiciam que, de uma forma global, terá havido um aumento do acesso em 2011 face a 2010, atendendo ao maior número de primeiras consultas que se registou, em quase todas as áreas, à exceção da área de saúde materna.

Em termos globais, verificou-se um aumento de 4% nas primeiras consultas entre 2010 e 2011 e de 5% no total de consultas, muito decorrente da informação de consultas de vigilância (diabetes e hipertensão) e de consultas no domicílio (médicas e enfermagem) estarem apenas disponíveis em termos globais, refere o documento.

Mais de três quartos das instituições de cuidados de saúde primários (76%) indicam ter Tempo de Resposta Garantido (TRG) definidos para 2011.

Destas, 65% dizem cumprir o Tempo Máximo de Resposta Garantido (TMRG) no que se refere ao tempo de resposta por motivos relacionados com doença aguda, 42% a outros motivos não relacionados com a doença aguda, 62% na renovação de medicação em caso de doença crónica, 50% em relação a produção de documentos e relatórios escritos e 60% na resposta a pedidos de consulta no domicílio.

Registou-se também um aumento de 3% nas primeiras consultas hospitalares entre 2010 e 2011, "o que é significante em termos de acesso a este tipo de cuidados".

Relativamente às primeiras consultas de especialidade hospitalar, solicitadas pelos cuidados de saúde primários, cerca de 70% ocorreram dentro do tempo recomendado para o nível de prioridade atribuído ao pedido em sede da triagem hospitalar.

Das 41 especialidades consideradas, 25 realizaram pelo menos 75% das consultas dentro do TMRG.

O relatório informa ainda que, desde o início do programa de saúde oral, já foram emitidos 353.335 cheques dentistas, sendo que a percentagem de cheques que foram efetivamente utilizados ascende a 79% dos vales emitidos.

Sobre a Linha de Saúde 24, o documento aponta que se observou uma "menor concentração dos utentes nos serviços, com potencial redução de idas desnecessárias às urgências hospitalares".

Das 56,1% de chamadas realizadas para o serviço com intenção inicial "urgência hospitalar", apenas 33,9% destas foram encaminhadas para uma urgência hospitalar.

As restantes 37,2% foram encaminhadas para observação médica em consulta e 28,5% a aconselhamento para autocuidados.

O documento defende que "é essencial a promoção do recurso e de boas práticas de utilização de instrumentos e sistemas de informação com importância no acesso a cuidados de saúde", sendo para isso "fundamental investir numa melhor integração/articulação daqueles com os sistemas de gestão clínica, de informação ao cidadão e de gestão global das instituições".