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Retardar o envelhecimento é melhor investimento do que atacar o cancro

Retardar o envelhecimento é melhor investimento do que atacar o cancro

Retardar o envelhecimento é um melhor investimento de saúde pública do que concentrar esforços em avanços na luta contra o cancro, concluiu um estudo divulgado na segunda-feira nos Estados Unidos.

Recentes avanços da ciência sugerem que retardar a degeneração da idade seria possível, escrevem os autores do estudo publicado na última edição da revista norte-americana Health Affairs.

Mesmo um modesto avanço nas pesquisas sobre o retardamento do envelhecimento teria um efeito visível na saúde das pessoas com 65 ou mais anos entre 2030 e 2060, segundo os investigadores das universidades de Harvard, Colúmbia e da Califórnia do Sul, bem como de outras instituições.

Isso faria com que houvesse mais 12 milhões de pessoas na terceira idade em bom estado de saúde em 2060 nos Estados Unidos, um número mais elevado do que o previsto pelos cenários mais otimistas, tendo em conta avanços na luta contra o cancro e doenças cardíacas, explicam os investigadores.

"Ao longo dos últimos 50 anos, os ganhos mais significativos de longevidade resultaram na redução da mortalidade por doenças cardiovasculares e cancro", disse Dana Goldman, responsável do Centro de Economia e Política da Saúde da Universidade da Califórnia do Sul, uma das principais coautoras da pesquisa.

Esta investigadora salientou que "se se pudesse envelhecer mais lentamente, seria possível retardar simultaneamente o surgimento e progressão de um grande número de doenças debilitantes".

Reduzir a incidência do cancro em 25 % nas próximas décadas melhoraria a saúde da população nesse período, o que também é válido para as doenças cardiovasculares, a principal causa de mortalidade do mundo, revela o modelo desenvolvido pelos cientistas.

Segundo os pesquisadores, o mesmo número de pessoas idosas estarão vivas, mas inválidas em 2060, continue-se ou não a encontrar formas de combater o cancro.

Um outro estudo revelou que a eliminação do cancro aumentaria a esperança de vida em cerca de três anos.

"Mas mesmo um sucesso marginal no retardamento do envelhecimento teria um enorme impacto na saúde pública e na qualidade de vida", alertou Jay Olshansky, da Universidade de Illinois, outro coautor da pesquisa divulgada na segunda-feira nos Estados Unidos.

A sociedade Google anunciou recentemente a criação da sociedade Caliço com o objetivo de atacar o envelhecimento.

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