Sociedade

Investigadores unem-se para combater o melanoma

Investigadores unem-se para combater o melanoma

O primeiro grupo português do melanoma é apresentado, este domingo, e visa uniformizar os critérios de diagnóstico e terapêutica deste que é o tumor sólido com maior crescimento na última década, segundo a responsável da iniciativa.

Maria José Passos, oncologista no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, disse à Agência Lusa que este é "um sonho tornado realidade" e que irá permitir ter um real conhecimento da dimensão deste tumor.

Para tal, o grupo - que envolve profissionais de várias especialidades, como oncologia e dermatologia - vai propor a realização de um registo nacional e a uniformização dos critérios de diagnóstico e de tratamentos.

"Queremos que todos [os doentes] sejam tratados da mesma maneira", afirmou.

A ideia tem ainda a oportunidade de permitir a rentabilização dos meios disponíveis, um facto que Maria José Passos não minimiza, tendo em conta a situação económica que o país atravessa.

"Os equipamentos não podem estar espalhados por todo o lado. Temos sido um país desenvolvido e não podemos sê-lo, porque somos um país pequeno", disse.

A especialista lembrou que este é um tema de saúde pública, já que o melanoma maligno cutâneo é o tumor sólido com maior crescimento na última década.

"Estamos muito preocupados, porque vemos morrer jovens. É um grave problema de saúde pública", avançou.

A especialista alertou para os erros que as pessoas continuam a fazer, com repercussões na pele, como a exposição excessiva ao sol.

"Ainda vemos pessoas a torrar na praia", lamentou.

Em termos de funcionamento, este grupo vai dividir-se em sub-grupos que irão abranger várias áreas de ação.

Dados de 2005 indicam que o melanoma tem uma incidência de oito por cem mil habitantes em Portugal. A mortalidade é de 2,35 por cem mil habitantes.