Espanha

Mariano Rajoy pede tranquilidade e promete "transparência"

Mariano Rajoy pede tranquilidade e promete "transparência"

O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, prometeu, esta quarta-feira, "transparência total" no caso da auxiliar de enfermagem contagiada com ébola em Madrid, pedindo atenção e tranquilidade face à doença.

Rajoy falava durante a sessão de perguntas ao Governo no Congresso de Deputados, em resposta a uma pergunta do líder dos socialistas espanhóis (PSOE), Pedro Sánchez, naquele que foi o seu primeiro comentário sobre o caso.

Depois de pormenorizar as medidas tomadas até ao momento - sendo a prioridade a atenção à paciente e o acompanhamento dos suspeitos de contágio - Rajoy comprometeu-se a atuar com "transparência total" na informação para a opinião pública.

"Deixem trabalhar estes profissionais que têm prestígio acreditado. A saúde espanhola é uma das melhoras saúdes do mundo", disse, recordando que o contágio com o vírus do ébola "não é fácil".

"O Governo informará pontualmente de todas e cada uma das novidades que ocorram", assegurou, referindo que foi criado um comité de acompanhamento do caso.

A auxiliar de enfermagem Maria Teresa Romero, de 44 anos, tornou-se no primeiro caso de contágio com ébola fora de África.

Fontes médicas referem que a mulher continua a receber tratamento experimental no Hospital Carlos III, em Madrid, nomeadamente soro híper-imune procedente da religiosa Paciência Melgar, que sobreviveu à doença em agosto.

Esse soro já lhe foi aplicado pelo menos duas vezes e fontes hospitalares explicaram que se registaram melhorias ligeiras no estado de saúde da mulher.

Uma outra pessoa foi admitida na noite de terça-feira no hospital Carlos III de Madrid, após a descoberta na segunda-feira, em Espanha, deste primeiro caso de contágio com o ébola fora de África.

Trata-se de uma enfermeira que esteve em contacto com a auxiliar de enfermagem infetada pelo vírus e que foi admitida por precaução, com sintomas de febre muito ligeira.

No hospital Carlos III estão ainda isolados o marido da auxiliar de enfermagem, considerado "de alto risco" devido à sua proximidade à paciente, um homem que viajou para o estrangeiro e uma outra auxiliar de enfermagem que já teve um teste negativo.

Cerca de 50 pessoas que poderão ter estado em contacto com os doentes com sintomas mais graves já estão sob vigilância e foi iniciado um inquérito para identificar todos os habitantes da região que possam ter sido expostos, pelo facto de a auxiliar de enfermagem ter apresentado sintomas a partir de 30 de setembro e apenas ter sido hospitalizada na segunda-feira.

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