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Matar um bebé é o mesmo que fazer um aborto, dizem estudiosos

Matar um bebé é o mesmo que fazer um aborto, dizem estudiosos

Um grupo de especialistas em ética médica, com ligações à Universidade de Oxford, em Inglaterra, publicou um artigo no Journal of Medical Ethics no qual defende que os pais deviam ser autorizados a matar os filhos recém-nascidos já que são "moralmente irrelevantes". No seu entender, pôr fim à vida de um bebé não é diferente de fazer um aborto.

No artigo, os especialistas alegam que os recém-nascidos não são "realmente pessoas" e não têm "direito moral à vida". Por isso, defendem que os pais deveriam ter a possibilidade de os matar caso as crianças nasçam com deficiências.

"O estatuto moral de um recém-nascido é equivalente ao de um feto no sentido em que a ambos faltam aquelas propriedades que justificam a atribuição do direito à vida a um indivíduo", escrevem no referido estudo, intitulado "Aborto pós-parto: Por que razão deve o bebé viver?".

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Os académicos explicam que os recém-nascidos são "potenciais pessoas" e não "verdadeiras pessoas". No seu entender, "quer o feto, quer o recém-nascido são ambos, com certeza, seres humanos e potenciais pessoas, mas nenhum é realmente uma pessoa" no sentido de "sujeito a um direito moral à vida".

Os autores do estudo explicam que por "pessoa" entendem "um indivíduo que é capaz de atribuir à sua própria existência algum (pelo menos) valor básico, de tal forma que o facto de ser privado de existência representa uma perda para ele".

A partir desta ideia, os estudiosos consideram que aquilo a que chamam de "aborto pós-parto"(a morte de um recém-nascido) deveria ser permitido em todos os casos em que o aborto também o é, incluindo os casos em que os recém-nascidos apresentam deficiências.

Assim, defendem que os pais deveriam ser autorizados a matar os seus filhos recém-nascidos caso nascessem com deficiências que não pudessem ter sido detetadas antes do nascimento. Citam, a título de exemplo, o facto de apenas 64% dos casos de síndroma de Down na Europa serem detetados através de um teste pré-natal.

Uma vez que a criança é trazida à vida, não há "outra escolha para os pais que não seja ficar com ela".

Contudo, os autores do estudo não distinguiram casos em que a morte de uma criança seja melhor justificada do que outra. O fundamento do seu pensamento é só um: moralmente, não há qualquer diferença entre a morte de um recém-nascido e o aborto.

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