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Missionária norte-americana infetada com Ébola será repatriada

Missionária norte-americana infetada com Ébola será repatriada

A missionária Nancy Writebol, infetada com o vírus Ébola na Libéria, será repatriada terça-feira para os Estados Unidos, indicou a organização de solidariedade em que trabalha a norte-americana.

O médico Kent Brantly, que também trabalhava na Libéria e que está igualmente infetado pelo vírus Ébola, chegou no sábado aos Estados Unidos, a bordo do mesmo avião de transporte médico que será agora utilizado para levar Nancy Writebol para o território norte-americano.

"Estamos felizes e animados por saber que o estado de saúde de Nancy Writebol permanece estacionário e que em breve ela estará entre nós", declarou Bruce Johnson, presidente da organização SIM USA, num comunicado.

À semelhança da operação de repatriamento do médico norte-americano, o avião de transporte médico irá aterrar na base aérea de Dobbins, nos arredores de Atlanta. A missionária será encaminhada posteriormente de ambulância para o hospital da Universidade de Emory, onde já está internado Kent Brantly.

Este hospital está equipado de uma unidade especial de quarentena para doentes infetados com agentes patogénicos perigosos e pode fornecer cuidados especializados. É um dos quatro hospitais nos Estados Unidos que está dotado com este tipo de instalações.

O avião que transportou Kent Brantly, que trabalhava para a organização Samaritan's Purse na Libéria, fez uma paragem técnica na Base das Lajes, na ilha Terceira, Açores.

O secretário regional da Saúde dos Açores, Luís Cabral, informou que o avião parou nas Lajes apenas para ser reabastecido, o que demorou "cerca de 42 minutos", e nesse tempo "não houve qualquer tipo de contacto, quer para o interior do avião, quer do interior do avião para o exterior".

O responsável confirmou ainda que deverá passar pela Base das Lajes um outro avião com outro cidadão norte-americano infetado com o vírus Ébola, que se encontra atualmente na Libéria.

O surto de Ébola surgido no início do ano foi declarado primeiro na Guiné-Conacri, antes de se estender à Libéria e depois à Serra Leoa, países que já totalizam 1323 contágios e 729 mortos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A Nigéria contabilizou um caso, de uma pessoa que chegou a Lagos, oriunda da Libéria.

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