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Morreu o médico Albino Aroso, o "pai" do Planeamento Familiar

Morreu o médico Albino Aroso, o "pai" do Planeamento Familiar

O médico Albino Aroso morreu, esta quinta-feira. Considerado o pai do planeamento familiar, faleceu em casa, no Porto, aos 90 anos.Corpo em câmara ardente na Capela Mortuária da Lapa e funeral marcado para sexta-feira, às 15 horas, para o cemitério local.

Natural de Vila do Conde, Albino Aroso só deixou de ver doentes aos 82 anos. Professor jubilado de Ginecologia do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, no Porto, foi o autor da Lei do Planeamento Familiar, em 1976, enquanto secretário de Estado da Saúde do VI Governo Provisório.

Albino Aroso é considerado com um dos principais responsáveis pela baixa da taxa de mortalidade infantil em Portugal, que nos últimos 30 anos passou das piores para as melhores na Europa.

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O médico que receitava a pílula em Portugal quando a contraceção era ainda proibida, foi considerado, em 2005, como um dos 65 clínicos "mais dedicados" à saúde pública no Mundo, segundo uma avaliação da Associação Médica Mundial.

No Portal do Ministério da Saúde, Albino Aroso é apontado como autor de uma intensa atividade e como tendo "prestado enormes contributos à coletividade nacional e deixando o seu nome inscrito na história da saúde em Portugal".

Em 2006, Albino Aroso recebeu o primeiro Prémio Nacional de Saúde pelos seus "contributos inequívocos, prestados no decurso do seu longo desempenho profissional".

O Ministério da Saúde considera que Portugal deve a Albino Aroso "um enorme contributo público na obtenção de ganhos de saúde, que levou Portugal a colocar-se entre os cinco países do mundo com mais baixa taxa de mortalidade materno-infantil, à frente de países como a Inglaterra, França e Estados Unidos da América".

Em 1989, como secretário de Estado da Saúde e como responsável pela Comissão Nacional de Saúde Materna e Neonatal, "Albino Aroso estabeleceu as bases que permitiram atingir esta notável posição".

"Albino Aroso assumiu a nível nacional a liderança de opinião a favor do desenvolvimento do planeamento familiar, por estar consciente de que só por essa via Portugal poderia aspirar a uma efetiva política de saúde familiar integrada e integradora", lê-se no Portal da Saúde.

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