O Jogo ao Vivo

medicamentos

Não há "substitutos válidos" para maioria dos medicamentos suspensos

Não há "substitutos válidos" para maioria dos medicamentos suspensos

A Ordem dos Médicos alertou esta segunda-feira, a propósito da suspensão do fornecimento a 23 hospitais de alguns medicamentos da farmacêutica Roche, que não existem, na maioria dos remédios em causa, "substitutos válidos" para tratar os doentes com cancro.

"Não é, por isso, aceitável ou tolerável o corte do fornecimento dos referidos medicamentos, que condicionará necessariamente a suspensão dos tratamentos indispensáveis a muitos deles", refere a Ordem dos Médicos (OM).

Considera ainda que "não é recomendável concentrar exclusivamente nos seis maiores hospitais poupados a este corte todos os tratamentos" actualmente em curso no país.

"Não apenas porque isso obrigaria os doentes a deslocações desnecessárias para fora dos locais em que são tratados e dos seus respectivos médicos assistentes, muito onerosas para o erário público pelo aumento dos custos inerentes ao transporte desses doentes, como pela inexistência de capacidade logística nesses hospitais para acolher todos os doentes", diz a OM.

A Ordem dos Médicos sublinha que uma grande parte das sessões de tratamento de quimioterapia sistémica é realizada fora desses seis hospitais e que a capacidade actual [destas unidades] está praticamente alocada aos doentes a seu cargo.

Em consequência, a Ordem dos Médicos diz que "não pode concordar nem aceitar soluções de recurso, mais onerosas para o Estado - despesa adicional a que Portugal não pode fazer face no momento presente - e que penalizam os doentes e as suas famílias desnecessariamente".

A terminar, recomenda que seja encontrada "rapidamente uma solução estável e coerente" pelo Ministério da Saúde que não implique restrições de qualquer tipo ao acesso de todos os doentes aos tratamentos de que "vitalmente necessitem".

A Roche suspendeu hoje o crédito a 23 hospitais com dívidas, mas o Ministério da Saúde, que lamentou esta decisão, garantiu que não haverá qualquer interrupção de tratamentos atuais e futuros no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG