Genéricos

Ordem dos Médicos diz que Infarmed confirma impossibilidade de troca de genéricos

Ordem dos Médicos diz que Infarmed confirma impossibilidade de troca de genéricos

O bastonário da Ordem dos Médicos revelou, esta sexta-feira, que o Infarmed reconheceu a impossibilidade de haver substituição de um genérico por outro nas farmácias, por não terem bioequivalência comprovada, dando razão ao que tem sido defendido pela Ordem.

O bastonário da Ordem dos Médicos afirmou, em conferência de Imprensa, que não existem, nem em Portugal nem em nenhum outro país, estudos de bioequivalência entre genéricos, apenas entre genéricos e o produto original.

No encontro com os jornalistas, José Manuel Silva partilhou alguma correspondência trocada com a autoridade que regula o sector do medicamento (Infarmed), na qual a questionava sobre a bioequivalência dos genéricos entre si.

"Interessava saber se havia fundamentação científica para substituir genéricos entre si e a resposta do Infarmed foi taxativa e inquestionável: «Dois medicamentos só poderão ser intercambiáveis, se for demonstrada a bioequivalência entre ambas as formulações, com base na apresentação de um estudo de biodisponibilidade e bioequivalência»", afirmou.

Acontece que os genéricos não têm entre si estudos de bioequivalência, acrescentou sublinhando que "esses estudos não existem".

"O Infarmed vem dar suporte ao que tem sido defendido pelos médicos. De forma inquestionável percebe-se mais uma vez a razão científica da Ordem dos Médicos ao afirmar que as substituições de genéricos entre si não são aceitáveis", afirmou.

José Manuel Silva revelou ainda outros documentos, como uma notícia dando conta de que a FDA (Food and Drug Administration) mandou encerrar uma fábrica produtora de genéricos, nomeadamente para o cancro, por falta de qualidade.

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Serviu este exemplo para sustentar a "insistência" da Ordem junto do Infarmed no sentido de haver um "controlo mais intenso e permanente" para saber se os lotes são de qualidade.

A Ordem dos Médicos regozijou-se também com as três propostas que entregou em Novembro ao Ministério da Saúde, e aos grupos parlamentares, que afirma terem sido aceites.

Por um lado, a proposta de haver uma participação mais activa do doente na decisão de substituir um medicamento, nomeadamente através do diálogo com o médico no consultório.

A outra proposta é no sentido de ser proibida a substituição, na farmácia, por fármacos mais caros do que os prescritos pelo médico, uma situação que o bastonário garante ter conhecimento de acontecer com muita frequência.

José Manuel Silva aproveitou para denunciar que já há mais de um mês que questionou o centro de conferência de facturas sobre a percentagem de receitas alteradas na farmácia, quantas de valor mais caro e quantas de valor mais baixo, sem ter obtido ainda qualquer resposta.

Em terceiro lugar, não será necessário manuscrever na receita a justificação de uma substituição, porque estas já vêm pré-definidas na receita electrónica.

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