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Presidente do INEM diz que troca de equipas é decisão de médico no local

Presidente do INEM diz que troca de equipas é decisão de médico no local

O presidente do INEM afirmou, esta quinta-feira, que a decisão da troca de equipas de meios de emergência, como a que aconteceu envolvendo uma enfermeira que é a sua mulher, é da responsabilidade do médico no local.

Paulo Campos falava aos jornalistas no final de uma cerimónia de assinatura de um protocolo entre o INEM e a Direção Geral de Educação (DGE) para a formação em Suporte Básico de Vida (SBV) a alunos do terceiro ciclo do ensino básico.

O dirigente do INEM, que assumiu funções há cerca de um ano, começou por lamentar o envolvimento da sua família numa questão que envolve o socorro a uma doente.

O assunto motivou, aliás, uma queixa do Sindicato dos Técnicos de Ambulância e Emergência (STAE) à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), segundo a qual, "sendo a doente considerada prioritária, nunca poderia existir qualquer desvio do percurso, dado que se corria o risco de a doente sofrer consequências mais graves".

O caso ocorreu na segunda-feira, pelas 13:00, e envolveu a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Gaia, que acompanhava uma ambulância com a doente para o hospital de Santo António (Porto).

Segundo a carta do Sindicato, quando a ambulância teve de parar numa passagem de nível fechada, a condutora da VMER (enfermeira e mulher do presidente do INEM) decidiu alterar a rota para que a equipa fosse rendida.

Ainda de acordo com o STAE, foi o próprio presidente do INEM que transportou a equipa que ia substituir a da sua mulher, tendo-a depois levado ao hospital de Gaia, onde iria entrar ao serviço.

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De acordo com Paulo Campos, "se há uma decisão de troca de equipa, esta é da responsabilidade do médico no local e não do enfermeiro"

"Existiram dois médicos envolvidos na troca de equipa e que garantem que não houve qualquer atraso", disse.

O presidente do Instituto adiantou que a doente em questão "já estava estabilizada" quando deixou a sua residência, numa viatura do INEM, e foi esta que terá pedido para ser transportada para o Hospital de Santo António, e não para o de Gaia, por ser no primeiro que é seguida.

Relativamente ao facto denunciado na queixa do STAE do presidente do INEM ter ido cumprimentar a equipa da ambulância e a doente, Paulo Campos esclareceu: "Vi a ambulância e parei. Seria penalizado se não o fizesse".

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