Sociedade

PS "compreende" greve dos médicos, PSD fala de protesto "politizado"

PS "compreende" greve dos médicos, PSD fala de protesto "politizado"

O PS disse compreender o protesto dos médicos, que iniciaram esta terça-feira uma greve de dois dias, e declarou que quem tem feito greve no setor tem sido o Governo, que tem feito cortes e potenciado um "atraso civilizacional".

"O PS compreende a indignação dos profissionais de saúde e quer dar uma palavra àqueles que hoje não fazem greve, como sejam os administrativos, os auxiliares, os enfermeiros, todos os profissionais de saúde que se não fosse o seu esforço diário e a sua abnegação ao serviço público, o serviço público de saúde estaria em muito pior situação", declarou Álvaro Beleza, do Secretariado Nacional socialista, numa intervenção na sede do partido, em Lisboa.

O dirigente do PS, médico de profissão, advertiu que os cortes "que Governo fez em três anos" no setor da saúde "são o dobro do exigido pela 'troika'", e não houve qualquer tipo de "reformas e modernização do sistema de saúde" neste período.

Já o deputado do PSD Miguel Santos considerou que a greve dos médicos é extemporânea e está "fortemente politizada" pela Federação Nacional dos Médicos e pelo bastonário, que acusou de prosseguirem agendas políticas alheias aos interesses dos doentes.

Independentemente da adesão que venha a ter, o deputado do PSD considerou que a greve dos médicos "é extemporânea e poderia ter sido perfeitamente evitada", sublinhando que acontece num momento "em que existe um diálogo com o ministério da Saúde".

"Na nossa perspetiva a greve está fortemente politizada por parte da Federação Nacional dos Médicos, afeta à CGTP, e por parte do bastonário dos Médicos que estão a prosseguir uma agenda política própria que não é em defesa e não é a bem dos doentes e dos portugueses", defendeu o deputado, em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República.