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Sindicato Independente dos Médicos fora da greve de julho

Sindicato Independente dos Médicos fora da greve de julho

O Sindicato Independente dos Médicos informou este sábado que não vai aderir à greve convocada pela Federação Nacional dos Médicos para 8 e 9 de julho.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral do SIM, Jorge Roque Cunha, afirmou que o sindicato não vai aderir à greve e, em comunicado, a estrutura sindical afirma que "não desiste de dialogar e negociar com o Ministério da Saúde porque entende que esse é o caminho que melhor defende e serve os interesses dos médicos seus associados".

A presidente da Federação Nacional dos Médicos já tinha afirmado à Lusa que comunicou ao ministro da Saúde a convocação de uma greve para 08 e 09 de julho e explicou que a decisão foi tomada após uma reunião conjunta da Ordem dos Médicos (OM), da FNAM e do SIM com o ministro Paulo Macedo realizada na sexta-feira à tarde.

Contudo, o SIM explica na nota divulgada este sábado que "foram apresentados conjuntamente pelas duas associações sindicais médicas" diversos os pontos que "mereceram do senhor ministro uma aparente recetividade e uma resposta genericamente pela positiva".

O comunicado refere que o ministro da Saúde assumiu o compromisso de voltar a reunir-se dentro de trinta dias "para se avaliar a prossecução dos pontos apresentados, alguns dos quais a tratar por uma Comissão específica para o efeito".

Quanto ao anúncio da FNAM de decretar uma greve nacional dos médicos, "o SIM manifesta desde já e publicamente a sua compreensão pela opção, caso esta se confirme" e frisa que "cada organização médica é livre de tomar as posições que entender e de assumir, por essa via, as suas responsabilidades perante os médicos em geral e os seus associados em particular".

A nota afirma que as várias organizações médicas têm os seus órgãos dirigentes eleitos e dotados de natural autonomia de decisão conferida pelos respetivos estatutos e frisa que "é natural que existam diferenças de avaliação das situações político-sindicais e de posicionamento perante os problemas concretos que afetam os médicos".

Sobre as razões para a convocação desta greve, a presidente da FNAM remeteu os esclarecimentos para um comunicado que será emitido hoje de manhã, adiantando apenas: "Nós considerámos não terem sido suficientes as respostas dadas [pelo ministro]".

Uma das questões suscitadas pelos sindicatos do setor e a Ordem dos Médicos é a "grave e preocupante situação em que se encontram as instituições do SNS, quer do ponto de vista das condições de trabalho dos médicos, quer da qualidade dos cuidados prestados aos cidadãos, decorrente da política que tem vindo a ser implementada pelo Ministério da Saúde", sublinharam as três organizações em comunicado divulgado quando foi pedida a reunião ao ministro.

Já a 30 de maio, a Ordem dos Médicos tinha exigido ao Ministério da Saúde que recuasse quanto à aplicação de um conjunto de medidas em curso, como o Código de Ética e a classificação dos hospitais, advertindo que, caso tal não se verificasse, apoiaria as ações sindicais, como a greve.

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