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Síndrome respiratória do médio oriente reúne de urgência especialistas

Síndrome respiratória do médio oriente reúne de urgência especialistas

A Organização Mundial de Saúde anunciou, esta sexta-feira, a convocação de uma reunião de emergência sobre a Síndrome Respiratória do Médio Oriente, garantindo que até ao momento não há riscos de epidemia.

"Queremos ser prudentes e estarmos preparados para o caso de necessitarmos de atuar com rapidez, assim podemos reagir imediatamente", disse Keiji Fukuda, o secretário-geral adjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS), numa conferência de imprensa.

A reunião de especialistas será realizada através de uma teleconferência, na terça-feira.

"Convocámos (a reunião) para que, no caso do aumento do contágio, tenhamos já estabelecido um grupo de trabalho e os especialistas possam reagir e atuar com rapidez", explicou Fukuda.

A reunião do comité de especialistas foi convocada de acordo com os regulamentos internacionais de saúde, estabelecidos em 2007, sendo a segunda vez que uma reunião deste género será realizada.

A primeira vez foi em 2009, durante a epidemia do vírus do HIN1, conhecida como gripe A.

Fukuda explicou que, atualmente, não se pode prever o que vai acontecer e que existem três opções possíveis: ou a infeção desaparece e não surgem mais casos; ou mantém-se por um certo tempo o contágio a um ritmo como o atual; ou o contágio acelera e converte-se numa epidemia e eventual pandemia.

Nos últimos três meses, os contágios mantiveram-se em torno de duas dezenas - 19 casos em abril, 21 em maio e 22 em junho.

A OMS não emitiu, até ao momento, restrições a viagens.

Foram detetados casos da doença, causada por uma variante do coronavírus, na Arábia Saudita -- onde o vírus surgiu primeiro -, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.

Casos relacionados com pessoas que viajaram na região do Médio Oriente foram detetados no Reino Unido, França, Itália e Alemanha.

Desde que o primeiro caso surgiu, em setembro, foram registados um total de 79 infetados e 42 mortes, o que revela um índice de mortalidade de 60%, que Fukuda definiu como "muito alto".

O responsável da OMS explicou que, por enquanto, foram identificadas infeções na comunidade e contágios de pessoa para pessoa, sendo o último mais frequente do que o primeiro.

A maioria dos infetados são homens mais velhos, que já sofriam de alguma doença crónica.

No momento, não é conhecida a fonte primária, de onde vem e como se mantém, desconhecendo-se também se há pessoas infetadas e sem sintomas ou se existem outras que padecem de uma forma ligeira da doença.

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