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Sobrevivência do estado social depende de "encarar a velhice de forma diferente"

Sobrevivência do estado social depende de "encarar a velhice de forma diferente"

A sobrevivência do estado social vai depender de "como é que a sociedade lida com uma população mais envelhecida, mas mais capaz", considera o economista Pedro Pita Barros.

"Quantas pessoas aqui pensam chegar aos 65 anos e mudar-se para um banco de jardim para jogar cartas?", perguntou Pita Barros à audiência de um colóquio sobre "Sustentabilidade do estado social" na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

O economista recordou que, quando a Alemanha de Bismarck criou um sistema de segurança social, a esperança média de vida dos alemães estava nos 60 anos. Atualmente, os portugueses que cheguem aos 65 anos "podem esperar viver mais 20".

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Pita Barros não acha, contudo, que a solução para este problema demográfico passa necessariamente por reduzir pensões, mas sim por "uma sociedade diferente, que encara a velhice de forma diferente".

Para o professor da Universidade Nova de Lisboa e especialista em questão da economia da Saúde, o sistema poderá ser reequilibrado através do aproveitamento das capacidades de trabalho das pessoas com mais de 65 anos, que têm hoje "uma capacidade de intervenção na sociedade que não tinham" nos tempos de Bismarck.

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