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Sobrevivente de naufrágio em Sintra "está confuso" e com "falhas de memória"

Sobrevivente de naufrágio em Sintra "está confuso" e com "falhas de memória"

O pescador que sobreviveu ao naufrágio de um barco das Caxinas, em Sintra, está confuso e com falhas de memória. Henry, de 26 anos, foi ouvido na capitania do porto de Cascais durante cerca de duas horas. Buscas prosseguem na praia das Maçãs, para localizar cinco pescadores desaparecidos.

Natural de França, Henry, de 26 anos, vive em Portugal desde os três anos. Sobreviveu ao naufrágio do barco "Santa Maria dos Anjos", esta madrugada, ao largo de Sintra. Cinco companheiros de pesca estão desaparecidos.

Foi encontrado por um guarda-noturno, quando batia à porta de uma casa, em Azenhas do Mar, cerca das três horas da madrugada, a pedir ajuda. Assistido pelos bombeiros, foi levado ao hospital Amadora-Sintra, mas teve alta ainda durante a manhã, tendo sido encaminhado para a capitania do porto de Cascais, de onde saiu pouco antes das 17 horas.

Henry chegou à capitania com roupas emprestadas pelos bombeiros. Depois, arranjou, ainda, uma par de meias e sapatilhas, porque tudo o que tinha ficou no mar. Acabou por sair com roupa que lhe foi arranjada na capitania.

"Está bem de saúdem mas com algumas falhas de memória e algo confuso, o que é natural devido ao choque", apurou o JN junto de fonte próxima da investigação. Ao longo do interrogatório, emocionou-se várias vezes.

Os armadores da empresa proprietária do "Santa Maria dos Anjos" estão na capitania do porto de Cascais, acompanhados de José Festas, presidente da associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, à espera para levar Henry de volta a casa.

Apesar de ter nascido em França, Henry vive, como todos os que o acompanhavam na embarcação, na zona piscatória das Caxinas. Cinco companheiros de faina estão desaparecidos, quatro de nacionalidade portuguesa e um de nacionalidade ucraniana.

José Festas, presidente da associação Pró-Maior Segurança dos Homens do Mar, disse ao JN que os pescadores "são homens experientes", com idades entre 25 e 50 anos.

A embarcação estava no mar há cerca de uma semana. A última descarga foi efetuada, terça-feira, em Peniche, de onde saíram ontem, as 21 e as 22 horas, para lançar redes na zona de Cascais entre as duas e três horas da madrugada, para a pesca do linguado.

"Mantiveram contato regular com o armador, sem registo de qualquer problema. O último também foi normal", cerca da 1.30 horas da madrugada, revelou José Festas.

"Não enconto uma explicação para o acidente. Neste momento, não é possível encontrar uma causa provável", disse José Festas.

Os destroços da embarcação foram encontrados cerca das 7 horas perto da Praia das Maçãs, Sintra, encontrando-se no local várias embarcações de busca e salvamento.

Muitos destroços da embarcação deram entretanto à costa e estão espalhados pela praia.

Parte do casco do barco já foi rebocada para a Corveta "Batista de Andrade" da Marinha, que participa nas buscas, juntamente com um helicóptero EH-101 da Força Aérea Portuguesa e duas embarcações das estações salva-vidas de Cascais e Ericeira em colaboração com a embarcação de pesca "Fruto da União".

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