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Veterinário atesta que Simba não era agressivo

Veterinário atesta que Simba não era agressivo

Na declaração de óbito de Simba - o cão que, no sábado, em Monsanto, Idanha--a-Nova, foi abatido a tiro por ter invadido um quintal - o veterinário atesta que o animal "nunca revelou sintomas de agressividade".

O mundo de Andreia e de José Diogo Castiço não é o mesmo desde sábado, dia em que Simba, um dos quatro cães do casal, foi abatido a tiro por um vizinho, numa quinta, em Monsanto, Idanha-a-Nova. À dor da perda do "melhor amigo", como lhe chamavam, tem-se juntado uma onda de solidariedade, a nível nacional, com milhares de pessoas a enviar mensagens de apoio ao casal. "Esta onda de solidariedade é Deus a mover-se pelos direitos dos animais", acredita José Diogo. Na certidão de óbito do animal, o veterinário que o acompanhava desde 2011 atestou que Simba nunca revelou "sintomas de agressividade".

Simba, um leão da Rodésia com cinco anos, saiu de perto da dona, que estava a tratar dos cultivos da quinta, e foi à propriedade vizinha, onde tantas vezes ia, ter com os cães da quinta ao lado. Andreia "ouviu dois tiros e um ganido agudo", recordou o marido, José Diogo, de 37 anos. Ao regressar a correr para junto da dona, o animal já ia a cambalear, ensanguentado. Morreu, poucos minutos depois, no colo de Andreia, que gritou por socorro sem ninguém a ter ajudado.

Ferimentos com arma

"No óbito, passado por um diretor clínico com 40 anos de experiência, diz-se que a morte ocorreu na sequência de ferimentos com arma de fogo", adianta o dono de Simba. Mas o alegado autor dos disparos disse ao jovem empresário que "só tinha disparado para o ar". Ontem, amigos de José Diogo desenterraram o animal do local onde fora sepultado e levaram o cadáver para ser autopsiado. A necropsia (termo utilizado para autópsias a animais) será essencial para apurar responsabilidades pela morte de Simba. "Fui aconselhado a fazê-la, por muito que me custe. A morte do meu cão não vai ser em vão. Queremos que seja feita justiça por ele e por todos os animais maltratados", garante José, que aguarda, também, os resultados do raios-X e as contagens de chumbo no cadáver.

Falta decisão do MP

Fonte oficial da GNR de Castelo Branco confirmou, ao JN, que uma patrulha de Monsanto foi chamada à propriedade para um conflito entre animais, nomeadamente "um cão e galinhas". Os guardas identificaram um suspeito e apreenderam uma espingarda e uma caixa de cartuchos (munições). O caso foi comunicado ao Ministério Público (MP), que ainda não se pronunciou sobre a eventual abertura de um inquérito, que deverá acontecer, visto que, "desde setembro de 2014, os maus-tratos a animais de estimação são considerados crime público", adiantou a mesma fonte.

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