Arte

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Os robôs que replicam obras de arte

Durante a Segunda Guerra Mundial, os aliados criaram uma equipa de 400 pessoas, entre peritos e militares, para tentar salvar monumentos e obras de arte da guerra e das pilhagens. O nome oficial era "Programa de Monumentos, Arte e Arquivos", embora, depois do filme de 2014 protagonizado por George Clooney, tenham ficado conhecidos como os "Monuments Men". É com essa vocação que trabalham a Factum Arte e a Factum Foundation. Com sede em Madrid e Londres, dedicam-se a criar réplicas exatas do património histórico e de obras de arte em qualquer parte do mundo. O objetivo de criar estas reproduções é podermos continuar a apreciar a arte, embora pensando na sobrevivência dos originais. Foi a Factum que criou, por exemplo, a cópia do túmulo de Tutankamon que se pode visitar no Vale dos Reis e que serve para evitar a degradação do original, situado a alguns metros de distância.Em Espanha, a Factum é a empresa responsável pela cópia idêntica da Dama de Elche e pela réplica do quadro "Velha Fritando Ovos", de Diego Velázquez, a empresa desenha os seus próprios robôs para criar estas réplicas. Um deles, chamado Lucida, é um scanner 3D desenhado pelo engenheiro e artista plástico espanhol Manuel Franquelo para a Fundação Factum Arte. Graças a esta sofisticada ferramenta, já digitalizaram e criaram réplicas de quase 200 obras, expostas em museus prestigiados como a National Gallery de Washington, o Louvre ou o Prado. Lucida não está sozinha na sua tarefa de criar cópias exatas de algumas das mais importantes obras de arte do mundo. A máquina Verónica é um scanner coreográfico que captura em três dimensões e alta resolução qualquer objeto, permitindo digitalizá-lo e criar réplicas exatas de esculturas.Entrevista e edição: Alonso Trenado | Ainara NievesTexto: José L. Álvarez Cedena

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