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O ilusionista com truques tecnológicos

Jorge Blass sobe ao palco há mais de 20 anos, inovando com a sua magia num território complexo nestes tempos de ecrãs e realidades virtuais. O ilusionismo, a magia como arte cénica, é um espetáculo milenar (há quem aponte que a sua origem ocorreu durante o império egípcio, com base em textos existentes num papiro com mais de 4000 anos de antiguidade).Cartas, serrotes, pombos, coelhos e cordas, fazem parte do nosso imaginário quando pensamos num ilusionista, no entanto esta imagem está desatualizada para o mundo digital. Blass, que conquistou a admiração do próprio David Copperfield, conseguiu introduzir os modernos avanços tecnológicos nos seus números, para obter um impressionante equilíbrio entre a tradição e o futuro. "Teletransportarmo-nos ou tornarmo-nos invisíveis são coisas que a ciência ainda está a trabalhar e, com a magia, podemos representá-las em palco e fazer o público sonhar, como se essas tecnologias do futuro existissem", reflete Blass.E é precisamente em palco que o ilusionista apresenta um arsenal de aparelhos como impressoras 3D, robôs, drones ou uma incrível máquina que miniaturiza as pessoas e se tornou num dos números mais celebrados do seu novo espetáculo.Texto: José L. Álvarez Cedena

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Computação quântica, uma peça-chave da cibersegurança global

Em plena Segunda Guerra Mundial, Alan Turing e a sua equipa foram recrutados pelos serviços secretos britânicos para tentar vencer a poderosa máquina Enigma. Idêntica a uma máquina de escrever, o exército de Hitler utilizava-a para encriptar as suas mensagens e ataques durante a guerra. A configuração da Enigma era mudada todos os dias e o seu mecanismo, formado por vários rotores modificáveis, permitia 159 triliões de combinações possíveis a cada 24 horas. Dez homens dedicados a ela todo o dia demorariam 20 milhões de anos a decifrar o código. Turing, pai da computação atual, percebeu que a única forma possível de vencer uma máquina era com outra máquina. Foi por isso que criou Christopher, a primeira máquina batizada como "Bombe", capaz de decifrar todos os códigos encriptados pela Enigma.Hoje, quase 70 anos depois desta façanha que mudou o curso da História, todo o mundo está empenhado na corrida pela liderança da próxima fase da computação: a quântica. Uma tecnologia cujo interesse, para além de tentar compreender em que consiste, assenta nas suas poderosas aplicações. As que mais interessam às diferentes potências mundiais vão desde a encriptação de comunicações ao desenho de novos fármacos personalizados, passando pela possibilidade de desenvolver uma inteligência artificial mais intuitiva e precisa.Nessa corrida encontra-se a Europa – algo atrasada em relação à China e aos EUA –, que lançou em 2018 a Quantum Flagship, uma iniciativa da União Europeia para a investigação na área quântica com um orçamento de mil milhões de euros ao longo de 10 anos. Carlos Abellan, cofundador da QuSide, empresa dedicada à cibersegurança e integrada na Quantum Flagship europeia, garante que "a Internet quântica será o culminar de uma série de tecnologias que estão em desenvolvimento." Diz-se que será impossível piratear a rede quântica e que esta viajará à velocidade da luz, mais ainda faltam alguns anos para o comprovar. "Há quem diga que, dentro de dez anos, teremos um computador quântico, mas já o diziam há dez anos. O que sei é que haverá um computador quântico num prazo mais curto, mas não tem de ser um computador quântico universal”, refere Abellan. Universal ou não, a primeira geração de computadores quânticos será capaz de realizar certas ações mesmo antes de alcançar o seu pleno desenvolvimento. Ações como a encriptação de mensagens, algo que, se Turing ressuscitasse, seria um desafio ainda maior do que decifrar a Enigma.Entrevista e edição: Azahara Mígel, Noelia Núñez, Mikel Agirrezabalaga Texto: Azahara Mígel

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Drones impressos em 3D para as crianças programarem nas escolas

O acrónimo STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) é uma das palavras da moda. Cada vez que alguém pergunta como enfrentar as futuras revoluções digitais ou se formulam cenários de profissões do futuro, o STEM surge como estrela. Trata-se de um simples capricho ou de uma evidência comprovada? De acordo com um estudo da Randstad Research, em 2022 serão necessários em Espanha 1.25 milhões de postos de trabalho qualificados para fazer face à digitalização e robotização da grande maioria das tarefas produtivas. Neste caso, poderia afirmar-se que, para evitar que os robôs acabem por nos roubar o trabalho, o melhor é aprender a construí-los e programá-los. Curiosamente, embora se conheça a necessidade de formação em STEM para enfrentar esta grande mudança, o número de licenciados nestas áreas não aumenta de ano para ano. Antes pelo contrário: em 2021, espera-se que se formem cerca de 57 600 estudantes, um número bastante inferior aos 69 113 que o fizeram em 2016. Este défice também pode ser observado no mercado de trabalho, onde, segundo a Adecco, existem menos 60% de engenheiros informáticos do que os atualmente necessários em toda a Europa.Geralmente consideradas matérias difíceis, a ciência em geral (e a matemática em particular) despertaram demasiadas vezes a antipatia dos mais jovens. É uma ideia injusta que esconde, sem dúvida, uma forma pouco feliz de as ensinar que talvez tenha travado um bom número de vocações. A empresa catalã Bonadrone nasce precisamente com o objetivo de despertar vocações científicas. Para isso, desenvolveu kits de construção de drones que incluem material docente centrado no desenho CAD, na impressão 3D, na eletrónica ou na programação. "Queremos levar as novas tecnologias aos estabelecimentos de ensino, pois é lá que se cria o potencial do futuro", garante Alex Cazorla, cofundador da Bonadrone. "O que vemos hoje é que muitos professores querem ensinar novas tecnologias, mas não sabem como. Queremos disponibilizar todas as ferramentas para que isso seja possível." Com a ajuda dos professores, os alunos não só montarão os seus drones, como terão também a tarefa contínua de programar o aparelho e de incluir sensores que lhes permitirão desenvolver diferentes projetos.Segundo Cazorla é necessária uma mudança de mentalidade em relação a uma forma de ensino que se está a tornar obsoleta: "O ensino ainda é unidirecional, ou seja, o professor explica e os alunos ouvem. Não consideramos que seja um bom sistema de aprendizagem." Defende uma mudança de sistema segundo a qual "o protagonista será o aluno e não o professor. O professor tem de ser apenas mais uma ferramenta do sistema educativo."Entrevista e edição: Azahara Mígel, Cristina del Moral Texto: José L. Álvarez Cedena

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Cardiologista deixa alerta para este treino

Arritmias é um problema comum. Estima-se que, a cada ano, morram 12 mil pessoas em todo o mundo, por culpa das arritmias. Entre a população portuguesa, o caso não é diferente. O problema é apresentando sobre a forma de palpitações, cansaço ou tonturas, que pode levar à morte súbita cardíaca. Mário Martins Oliveira, cardiologista do Hospital CUF Infante Santo (onde é coordenador do centro do coração) e do CUF Porto, resume as arritmias como “Distúrbios do ritmo do coração”. À Men’s Health, o especialista explica que este mal pode ser fruto de doenças cardíacas, genética ou anomalia associada ao coração. ...

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