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Vítima de covid-19 cremada porque Junta não deixou abrir sepultura

"Temos jazigo e era vontade de toda a família fazer o funeral como é costume, e pôr o corpo da minha avó junto do meu avô. Mas o presidente da Junta disse que não deixava sepultar até isto do vírus acalmar e a minha avó foi obrigatoriamente cremada". É Ivo Pontes, neto da primeira vítima mortal de covid-19 no concelho de Famalicão, quem relata a situação "complicada" com que se deparou após o falecimento da idosa, no final de março.

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